Para v/conhecimento, comentário q deixei no D. Económico :
" Teria sido mais honesto que a ANTENA UM tivesse convidado para comentador de serviço ao perfil de MANUEL ALEGRE, como ocorreu, há momentos, no noticiário das 13:00 horas, o Director de campanha de CAVACO SILVA, ALEXANDRE RELVAS, em vez do jornalista CARLOS MAGNO, o qual já assumiu, PUBLICAMENTE, que votará, nas próximas Presidenciais, em CAVACO SILVA ... !
Para conferir esta falta vergonhosa de isenção, como profissional - de que, há momentos, tivemos a prova -, quanto à escolha daquele jornalista para comentar os perfis dos candidatos à Presidência em presença, numa estação de rádio pública e paga com o dinheiro dos contribuintes, ou seja, de todos nós, para conferir, dizia, vidé o último programa CONTRDITÓRIO, na ANTENA UM, no dia 7 de Janeiro, às 19:15 horas, em que intervêm, além do referido jornalista CARLOS MAGNO, Ana Sá Lopes, Luís Delgado e João Barreiros !
Aliás, o modo totalmente tendencioso como o referido jornalista efectuou, no mencionado serviço noticioso das 13:00 horas, a análise do candidato apoiado pelo PS foi escandaloso pelo facciosismo e parcialidade que pôs na mesma !
Os ouvintes da ANTENA UM, que são simultaneamente contribuintes e os pagantes daquela estação de rádio e dos seus colaboradores, têm o direito de exigir imparcialidade na escolha dos seus jornalistas convidados, a fim de evitar que ocorram situações vergonhosas deste quilate, mais próprias de manipulações de informação em Países terceiromundistas !
Ninguém, obviamente, nega ao citado jornalista o direito à sua própria opção de voto.
Levando, contudo, em consideração a sua assumpção pública, aos microfones da ANTENA UM, no programa CONTRADITÓRIO, como acima se refere, do seu sentido de voto e acrescentando a isso o imiscuir dessa sua opção, de um modo despudorado, na análise de um candidato contrário, torna-se claro e evidente que esse jornalista não reúne condições mínimas de isenção para uma função, em que actuou mais como integrante do "staff " da campanha de CAVACO SILVA, pelo que é legítimo exigir a substituição desse jornalista, cuja qualidade de profissional ninguém contesta, mas cuja imparcialidade deixa profundas reservas e muito a desejar.
Os ouvintes da ANTENA UM, que são simultaneamente contribuintes para esta estação pública têm esse direito.