Aprendi com Manuel Alegre, em meados da década de sessenta, a força das palavras e a coerência dos gestos. Depois de ler "Praça da Canção" a minha atitude perante a vida alterou-se profundamente. O jovem despreocupado que era então, despertou para outras realidades, novos horizontes e até, imagine-se, diferentes comportamentos. Passaram os anos e nas águas que entretanto correram sob a ponte veio a Liberdade. A vida mudou e essa mudança levou a que nem sempre tenha estado de acordo com o Poeta feito agora protagonista político. Cada um de nós seguiu o seu percurso, sem que eu tenha perdido de vista a obra literária que M. Alegre foi construindo com sensibilidade e paixão. Agora, quando tanta coisa está em jogo na nossa visa colectiva, quero dizer ao candidato à Presidência da República Manuel Alegre que, pela Coerência e Esperança por ele trazidas para o pantanoso terreno da política, o apoio com firmeza e ansiedade.