".Sobretudo nas horas em que tudo / de repente se esvazia / e pesa mais que tudo esse vazio / ... / é precisa (mais que tudo) a poesia."
Manuel Alegre
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elmiro de sousa
O PRESIDENTE QUE EU NÃO QUERO
11-05-2010

Eu não quero um presidente-de-todos-os-portugueses. Do geral e do abstracto. Do protocolo. Da conveniência. Do bem-dizer. Do bem-calar. Do deficit. Do rating. Do hábito. Da Mão-Invisível. Isto é: de alguns.
Eu não quero um presidente que não seja habitado por uma pessoa inteira e que não faça disso a medida mínima dos seus olhos.
Eu não quero um presidente que tolere o intolerável e lhe chame mercado.
Eu não quero um presidente que tenha perdido a ilusão de que a revolução ainda é necessária e possível.