Eu não quero um presidente-de-todos-os-portugueses. Do geral e do abstracto. Do protocolo. Da conveniência. Do bem-dizer. Do bem-calar. Do deficit. Do rating. Do hábito. Da Mão-Invisível. Isto é: de alguns.
Eu não quero um presidente que não seja habitado por uma pessoa inteira e que não faça disso a medida mínima dos seus olhos.
Eu não quero um presidente que tolere o intolerável e lhe chame mercado.
Eu não quero um presidente que tenha perdido a ilusão de que a revolução ainda é necessária e possível.