" O miúdo que pregava pregos numa tábua nasceu à beira de um rio.
Viu subir as suas águas no Inverno, viu a sua rua transformar-se em
rio e viu o rio entrar dentro de casa, de certo modo dentro dele.
E com o rio entrou o mistério das margens obscuras, a sedução da viagem
o ritmo das correntes subterrâneas e a tentação do mar para onde vão
todas as águas e talvez todos os poemas cujas sílabas o miúdo conta pelos dedos".