Um dia, anseio fazer com que a minha voz, a minha opinião, a minha palavra sejam ouvidas.
E, se esse dia chegar, tenho em mente a transmissão de duas primeiras ideias.
1ª: em nenhuma situação julgarei um político. A opinião pública, o cidadão comum tecem duras e implacáveis críticas às "regalias" dos políticos, condenando a não solidariedade destes. No entanto, eu atrevo-me a questionar: qual o cidadão comum que faria o contrário?
2ª: um governante deverá proceder a uma profunda e complexa reforma da consciência humana, porque os políticos são pessoas como quaisquer outras; não há só corrupção na política, mas também nos hospitais -quando se facilita uma consulta a um primo, irmão...-, nas escolas quando se "compram" os professores...
a resposta a tudo isto é: a vida é assim.
Não. Não aceito esta resignação vivencial.
É preciso valorizar o mérito, a isenção e a independência.
Não posso ter medo de dizer ao meu patrão que sou PSD quando ele é PS; não posso perspectivar a melhor maneira de comprar indivíduo A,B ou C...
a vida é corrupta;
e só com determinação, verdade,honra e coragem se podem devassar estes tentáculos de vergonha.
Um indivíduo que pratica o bem não pode esperar ser objectivamente recompensado.
O sentimento do "estou a fazer a coisa certa" é a grande virtude.