Faço minhas as palavras de Manuel Alegre, já não dirigidas ao Eusébio de outros tempos mas dirigidas ao próprio Manuel Alegre:
Há dribles que ninguém faz.
São toques e mais toques para o lado.
Falta alegria e festa.
Falta a surpresa,
alguém que remate, de repente,
contra a tristeza!
Precisamos de ti, mais uma vez,
de alguém que, onde é só cinza, seja fogo.
De alguém que chute de quarenta metros
e vire o jogo!
Alguém que rompa, de repente.
Alguém que venha e desempate.
Precisamos de ti, mais uma vez,
de teu rasgo, teu risco, teu remate.
Alguém que, finalmente,
marque um golo português!