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Carla Veríssimo
O miúdo que pregava pregos numa tábua
20-09-2012 19:02:54, 89.155.136.133

Caro Manuel Alegre,

Acabo de ler (em dois dias) o livro "O miúdo que pregava pregos numa tábua".
Para um livro "difícil" de escrever e que não se sabe à partida se será uma história, tenho a dizer que as sílabas foram muito bem contadas pelos dedos;)
É quase possível reter todos os dedilhados na guitarra ou a respiração da terra. Contudo na impossibilidade de referir aqui todas essas sílabas de que gostei, todas as teclas invisíveis de um alfabeto que se quer fora das paredes das prisões, termino com duas "tábuas":
"... é isso a escrita, nada mais, apenas isso, que é tudo, a terra a tremer no sangue que passa e neste momento não passa numa artéria bloqueada."
"- Está muita gente a escrever comigo."
Portanto asseguro que o miúdo que pregava pregos numa tábua não escreveu palavras para ninguém!
Estou aqui do lado de lá ou de cá de um monitor de teclas de computador, a mostrar que o descobri e nem foi preciso contar até 20;)
Leiria, 20/09/2012
Carla Veríssimo