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Manuel Alegre
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Crónica de Fernando Alves sobre Manuel Alegre e a Escritaria
"Exactamente em cima do nosso tempo"
25-10-2019 Fernando Alves, TSF, "Sinais"

Alegre vai apresentar amanhã o livro que reúne todos os sonetos da sua obra, desde o "Soneto de Amor da Hora Triste" (publicado em 1965, na Praça da Canção) à "Homenagem a Pablo Neruda", o soneto que leu em Isla Negra, junto ao túmulo do poeta, durante a viagem do presidente Mário Soares, no início da década de 90. Se o fio da conversa nos levar por aí, tratarei de saber ao lado de qual dos seus poetas amados gostaria ele de se sentar, vendo-o escrever um soneto.

á tempos, a poetisa Ana Luísa Amaral confidenciou que gostava de se sentar "ao lado de Shakespeare, a vê-lo escrever um soneto". Foi isso numa entrevista a propósito dos 400 anos da morte do autor de "Rei Lear".

Talvez me lembre dessa confidência quando, logo à noite, conversar com Manuel Alegre, na Escritaria. Alegre vai apresentar amanhã o livro que reúne todos os sonetos da sua obra, desde o "Soneto de Amor da Hora Triste" (publicado em 1965, na Praça da Canção) à "Homenagem a Pablo Neruda", o soneto que leu em Isla Negra, junto ao túmulo do poeta, durante a viagem do presidente Mário Soares, no início da década de 90.

Se o fio da conversa nos levar por aí, tratarei de saber ao lado de qual dos seus poetas amados gostaria ele de se sentar, vendo-o escrever um soneto.

Não me é difícil imaginar os nomes que, de imediato, poderiam desfilar na rememoração feliz, de Dante e Petrarca a Camões ou Antero, aquele a quem Alegre chamou "o maior poeta do seu tempo".

Já num muro da cidade de Penafiel terá sido gravada a frase escolhida pelo poeta prolongando o verso colectivo que transforma a Praça da Escritaria em Praça da Canção. É uma frase retirada do livro Uma outra memória, da mesma página onde Manuel Alegre evoca a "música secreta da língua", as suas vogais "azuis e verdes".

Oiça a crónica completa AQUI