Manuel Alegre e o Brasil: "Em momentos de escolhas decisivas não se pode deixar de tomar partido."
Manuel Alegre
InícioManuel AlegreNotíciasAgendaOpiniãoPresidenciais 2011LinksPesquisa
YouTube Twitter FaceBook Flickr RSS Feeds
> Discurso Directo
> Discurso Indirecto
2 / 2
1 2
Artigo de Manuel Alegre no DN
25-02-2013

"Mas eis que algo de novo aconteceu. Dois textos revolucionários, que são, em si mesmos, uma sublevação. Não foram escritos por nenhum político, muito menos por nenhum economista, mas por um filósofo e um poeta", diz Manuel Alegre em importante artigo hoje publicado no DN, em que se refere ao artigo de José Gil, “O roubo do presente”, publicado recentemente numa revista e ao romance “A Implosão”, de Nuno Júdice, editado pela D. Quixote. "Nenhum texto político tem a força e a carga simbólica deste romance de Nuno Júdice. Tanto nele como no artigo de José Gil há uma implosão anunciada", escreve Manuel Alegre, para concluir: "Às vezes do fundo da alma colectiva, irrompem vozes que sabem anunciar. Ai dos políticos, e não só, que não souberem ler estes sinais." Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no DN:
10-07-2012

1. Colapso da austeridade, falhanço das metas do défice, incumprimento do controlo da despesa, saque fiscal sempre sobre os mais fracos, recessão da economia, aumento brutal do desemprego, atenuado por uma emigração sem precedentes desde a ditadura e a guerra colonial.

2. Ataque aos direitos dos trabalhadores e aos serviços públicos, sendo o caso mais grave o do SNS, com uma política que parece desenhada para servir os grupos privados ligados à saúde. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no DN:
04-01-2012

É difícil não estar de acordo com a mensagem do PR, mas também é difícil estar de acordo com o facto de ele não ter feito o que devia fazer, depois de ter andado a dizer o que disse, nomeadamente sobre os cortes de salários, pensões e subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos. A escolha de uma categoria profissional para a aplicação de tais medidas foi considerada pelo PR como um imposto e uma violação da equidade. Ler mais

21-12-2011

"Neste país em diminuitivo / Respeitinho é que é preciso" . Assim escreveu Alexandre O’Neill, assim continua a ser. O pecado de Pedro Nuno Santos foi esse: marimbou-se no respeitinho, não tanto pelos bancos alemães, nem pelo pagamento ou não da dívida, mas pelo dogma dominante. Marimbou-se, terrível heresia de linguagem, susceptível de conduzir a outras bem mais graves. Marimbou-se, expressão que podia ser escrita (ou dita) por Aquilino ou Torga, e é utilizada na fala corrente, pelo menos no distrito de Aveiro, onde, pelos vistos, ainda não entrou aquilo a que Sophia chamava “o capitalismo das palavras” e onde, talvez não por acaso, ocorreu a primeira revolta liberal contra o absolutismo miguelista. Ler mais

Manuel Alegre responde a Vasco Pulido Valente
10-12-2011

Por mais que tente disfarçar, Vasco Pulido Valente é um patriota. Leia-se com atenção os seus livros, nomeadamente a biografia de Paiva Couceiro. Não se pode ser mais patriota. Claro que o seu amor a Portugal manifesta-se frequentemente do avesso. Há nele uma espécie de pudor que o leva a zurzir a Pátria sem dó nem piedade. Mas é uma forma de amor. E é sempre sobre Portugal que ele escreve. E digo escreve, porque Vasco Pulido Valente só lido. A falar não é a mesma coisa. Seja como for, ele bate, é o seu modo de ternura, o que leva muita gente ao engano de pensar que ele não suporta isto. Não eu, mesmo quando, o que não é raro, ele me escolhe como alvo daquele seu inextrincável sentimento. O que de novo aconteceu, a propósito de um artigo meu publicado no DN. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no DN:
08-12-2011

Miguel Torga e Natália Correia tinham razão, quando avisaram que a Europa, tal como estava a ser construída, iria desembocar no triunfo do poder financeiro e no imperialismo de um novo eixo franco-germânico. Ele aí está, com Sarkozy a fazer o papel de capitulacionista e Merkel a realizar o sonho de uma certa Alemanha: dominar a Europa. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no DN
04-11-2011

A Europa está ameaçada, não pelo anúncio do referendo grego, mas pela ausência de democracia e solidariedade, pela deriva de um directório sem mandato nem legitimidade (como sublinhou, em Florença, Cavaco Silva), pela impotência da Comissão Europeia e por políticas, comandadas pela Alemanha, que provocam recessão, desemprego, empobrecimento, destruição do modelo social e desvalorização do mundo do trabalho. E também pela sobreposição de poderes não legitimados e sem rosto (mercados e especuladores) ao poder legítimo dos Estados, em dimensões nunca vistas. Ler mais

*
17-09-2011

António José Seguro colocou em cima da mesa o tema do federalismo. Vamos então debater, sem complexos nem tabus. Importa saber do que se trata, até porque o federalismo vai muito para além dos “eurobonds”, da harmonização fiscal e da governação económica da zona euro. E também porque, ao contrário dos EUA, a Europa é constituída por nações antigas, com uma grande diversidade de línguas, identidades e culturas. Não é algo que se dissolva. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no Público
07-09-2011

Perante o excesso de zelo do actual governo, o seu ataque sem paralelo às funções sociais do Estado, a venda ao desbarato de bens públicos, a sobrecarga de impostos sobre trabalhadores e classe média e a rendição do primeiro ministro à Sr.ª Merkel, os socialistas não podem pactuar com políticas e cumplicidades que estão a subverter o projecto europeu e a colocar em risco a coesão nacional. (...) Eis o grande combate político deste novo ciclo: resgatar a democracia e restitui-la aos cidadãos. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no Expresso:
18-06-2011

1. A esquerda perde e a direita ganha eleições. E ganha com a ideologia e as receitas que estiveram na origem da crise. Este paradoxo é a grande questão que se coloca aos socialistas que estão a desaparecer do poder em toda a Europa ocidental. Não se trata só de um recuo eleitoral, mas do risco de os partidos socialistas caminharem para uma situação de progressiva marginalidade, semelhante à dos partidos comunistas depois da queda do muro de Berlim. O colapso do capitalismo financeiro, que criou uma oportunidade histórica para a esquerda, está, afinal, a beneficiar a direita. O que levanta o problema de saber para que servem os partidos da esquerda, os de protesto e os de governo. É uma questão ideológica que não pode ser iludida. Ler mais

*
Artigo de Manuel Alegre sobre as medidas de austeridade
16-05-2010

"Ninguém gosta de medidas que vão penalizar os portugueses como o imposto sobre o trabalho e sobre o consumo e a redução de algumas prestações sociais como o subsídio de desemprego. O problema está em saber se havia alternativa. Não sou pessoa para se esconder e fugir às suas responsabilidades. É minha obrigação política reconhecer que esta é uma hora de dar a cara e enfrentar sem subterfúgios a dura realidade." Ler mais

11-07-2009

Em nenhum outro país europeu a esquerda é eleitoralmente tão forte como em Portugal. Mas essa força não serve para grande coisa. Sobretudo não serve para governar, seja em coligação seja através de acordos pontuais. Ler mais

Adolfo Casais Monteiro: Europa - "sonho futuro, manhã por vir, lar comum"
Adolfo Casais Monteiro: Europa - "sonho futuro, manhã por vir, lar comum"
04-06-2009

As velhas nações europeias, grandes e pequenas, pesam cada vez menos individualmente, fora do projecto comum que é a construção da Europa. O que vale, por exemplo, uma França sem a UE? A União garante a todos - grandes e pequenos parceiros - um efeito multiplicador na capacidade de influência. Não temos outra alternativa senão unir-nos perante a globalização desregulada. Ler mais

24-01-2009

Não, não fui "seduzido" pela moção de José Sócrates. Está quase exclusivamente centrada no Governo. Chega a parecer que o destinatário é o Conselho de Ministros, mais do que um congresso do PS. Diagnóstico pobre. Ignora a descrença e insegurança de grande parte do eleitorado, incluindo o socialista. Tudo é visto pelos olhos do Governo. Pouco se fala do PS, quase nada do papel da sociedade e dos cidadãos. Ler mais

*
Manuel Alegre sobre Obama
28-12-2008

Eu vinha no Vera Cruz, de regresso de Angola, em Novembro de 1963, quando, em pleno mar, chegou a notícia do assassinato do Presidente Kennedy. Pertenço a essa geração: a que foi contemporânea da morte de John Fitzgerald Kennedy e, uns tempos depois, de seu irmão Robert, então candidato à presidência, um e outro odiados pelos segregacionistas. A geração que teve como referência a história de Rosa Parks, a senhora negra que se recusou a ceder lugar a um branco num autocarro em Montgomery. Ler mais

*
08-11-2008

Dizia Francisco Sousa Tavares que Edmundo Pedro é um dos raros portugueses sempre pronto a apanhar a primeira caravela que passa. E de facto assim tem sido na extraordinária aventura da sua vida. Foi sempre dos primeiros a embarcar na caravela do sonho das novas e perigosas navegações do seu tempo. Ler mais

28-10-2008

Segundo o general de Gaulle, comete-se por vezes o erro de ter razão antes de tempo. Na moção "Falar é preciso", apresentada ao Congresso do PS em 1999, cometi esse erro: Ler mais

18-06-2008

No único país da UE em que se realizou (por imperativo constitucional) um referendo ao Tratado de Lisboa, o Não ganhou. E ganhou de forma clara (53,4 por cento), com a mais alta taxa de participação (53,13 por cento) dos últimos referendos europeus na Irlanda (designadamente em comparação com os dois referendos sobre o Tratado de Nice, com taxas de participação de, respectivamente, 35 e 49 por cento). Ler mais

25-07-2007

Nasci e cresci num Portugal onde vigorava o medo. Contra ele lutei a vida inteira. Não posso ficar calado perante alguns casos ultimamente vindos a público. Casos pontuais, dir-se-á. Mas que têm em comum a delação e a confusão entre lealdade e subserviência. Ler mais

*
07-12-2006

Poucos dias depois de Mário Sottomayor Cardia ter morrido, telefonou-me Mário Cláudio a dizer-me que tinham sido colegas de carteira no Colégio Almeida Garrett. Fiquei assim a saber que lado a lado tinham estado, ainda meninos, dois dos maiores escritores portugueses. Um de romances, outro de ideias, o primeiro detentor dos maiores prémios literários, o segundo quase clandestino. Ler mais

2 / 2
1 2