"Entre o agora e o nunca / lá onde só se chega não chegando / um pouco antes talvez depois / quando."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em artigo no Público:
30-06-2021

O Presidente da República não devia ter dito o que disse na Cidade do Futebol onde foi receber a Selecção Nacional. Não é especialista, nem comentador, nem dirigente da federação e não lhe competia afirmar que tudo foi bem feito. Não foi. Comentadores e especialistas são unânimes em reconhecer os erros e em criticar um sistema de jogo conservador, que limita e asfixia a criatividade dos jogadores. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre
07-02-2021

Em Dezembro de 2011 publiquei um artigo intitulado “Pedro Nuno, o malvado”. Era uma resposta aos ataques de que estava a ser alvo por ter a coragem de pensar pela sua própria cabeça, criticar os bancos alemães e, suprema heresia, defender uma alternativa ao dogma neoliberal dominante. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre, Alberto Martins, Maria de Belém Roseira e José Vera Jardim
23-05-2020

A propalada alteração “cirúrgica” à lei que atribui a nacionalidade portuguesa, por naturalização, a “descendentes de judeus sefarditas portugueses, actualmente em elaboração na Assembleia da República, conduz na prática à revogação da Lei Orgânica n.º1/2013, de 29 de Julho. Ao impor elementos não especificados que comprovem uma ligação actual a Portugal esta alteração pode significar tudo e o seu contrário, mas sobretudo a denegação do princípio matricial do jus sanguinis.

E esquece a natureza e os antecedentes da lei de 2013. O projecto de lei que lhe deu origem, por iniciativa do Grupo Parlamentar do Partido Socialista de então, foi apresentado e discutido em Sessão Plenária da Assembleia da República em conjunto com um outro apresentado pelo CDS/PP sobre a mesma matéria. Teve como principal objectivo concretizar a reparação histórica de atrocidades sangrentas e vis, sem paralelo, que perduraram séculos, dirigidas contra um povo que foi expulso da terra onde habitava e que era sua “antes de haver nome Portugal”. Ler mais

Manuel Alegre em artigo no Público:
23-09-2019

Ao afirmar que a disputa nestas eleições é entre a esquerda e o PS, Catarina Martins volta metaforicamente ao Verão de 1975, de que parece ter saudades mesmo sem o ter vivido. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no Público
15-06-2019

Arnaut era um homem de convicções, firme nos seus princípios, mas nunca foi sectário. Por isso disse: “O SNS é do povo, é uma exigência ética de civilização”. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no Público
16-01-2019

Fui um dos subscritores da primeira proposta sobre o SNS apresentada pelo PS na AR, tendo à cabeça a assinatura de António Arnaut, seguida, entre outras, pelas de Mário Soares e Salgado Zenha. Estive com António Arnaut até ao fim da sua vida na luta pela defesa do SNS, a maior reforma social da nossa democracia e uma causa de todos os que têm uma visão humanista e solidária. Prometi-lhe que, dentro das minhas poucas possibilidades, tudo faria para o PS cumprir a sua obrigação histórica: uma nova Lei de Bases que restitua ao SNS os seus princípios fundadores e constitucionais. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no Público
07-11-2018

É chegada a hora de enfrentar cultural e civicamente o fanatismo do politicamente correcto. É uma questão de liberdade. Liberdade para não gostar de touradas. Mas liberdade para gostar. Liberdade para não gostar da caça. Mas liberdade para gostar. Algo que não se pode decidir por decreto nem por decisões impostas por maiorias tácticas e conjunturais. Não é democrático. Para mim, que sou um velho resistente, cheira a totalitarismo. E não aceito. Ler mais

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Artigo de Manuel Alegre no DN
22-05-2018

Conheci-o em Nambuangongo em 1962. Passámos uma noite a conversar. Éramos novos e trazíamos em nós todas as utopias do mundo. Foi a primeira vez que ouvi a expressão “Socialismo em Liberdade”. Mais tarde, já depois do 25 de Abril, ele repeti-la-ia muitas vezes. Para António Arnaut, não eram apenas palavras nem conceitos abstractos, mas uma forma de vida que ele praticava. Foi um dos socialistas mais genuínos que conheci. Socialista praticante, democrata praticante. E sobretudo um humanista, alguém para quem as ideias eram inseparáveis do sentimento e do coração. Tive a honra de ser um dos subscritores do primeiro texto do SNS por ele apresentado na A.R. Sim, ele foi pai dessa causa que, mais do que uma causa ideológica, sempre considerou como um projecto patriótico e humanista. O SNS mudou a saúde em Portugal e mudou a vida de milhões de portugueses até aí excluídos dos cuidados públicos de saúde. Viveu, lutou e sofreu pelo SNS. Até ao fim, preocupado com as deformações introduzidas ao texto constitucional e com o risco do serviço público continuar a ser drenado para o sector privado. Com João Semedo assinou o livro Salvar o SNS com propostas concretas para alteração da lei actual. Ler mais

Manuel Alegre em artigo no Público
20-04-2018

"(...) há nas redes sociais um populismo inorgânico à espera de uma crise política do sistema, que nasceria inevitavelmente de uma inversão da actual política ou da viragem para um novo Bloco Central. Por isso, o único caminho, não só para o PS mas para o futuro de uma Democracia socialmente estável, é manter e reforçar a convergência das esquerdas e a aliança parlamentar que sustenta um governo que é visto, lá fora, como uma excepção política na Europa e como o último governo da esquerda democrática." Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no Público
22-12-2017

A Catalunha falou através do voto, por certo o fará mais vezes. Penso que nós portugueses, independentemente das simpatias pessoais, devemos ser fiéis à Constituição da República e respeitar a liberdade de escolha onde quer que ela se manifeste. Ler mais

Pinhal de Leiria - Foto Paulo Cunha/Lusa
Pinhal de Leiria - Foto Paulo Cunha/Lusa
Artigo de Manuel Alegre no DN
18-10-2017

Sete séculos depois ardeu o pinhal de D. Dinis, o das "naus a haver", morreu o verde pinho do rei poeta. Dá vontade de chorar e não consigo ficar calado. É um símbolo triste da falência do Estado, fruto de décadas de desleixo, de incompetência, de amiguismos múltiplos, da submissão do interesse geral a interesses instalados e da capitulação perante lógicas que não são a dos fins superiores do Estado e do país.

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Artigo de Manuel Alegre no Expresso
07-10-2017

Para muitos de nós a Catalunha é uma questão sentimental, em parte baseada num equívoco: não devemos aos catalães a restauração da nossa soberania, mas a nós próprios. Olivares mandou tropas esmagar a revolta catalã, facilitando o triunfo imediato do 1º de Dezembro. Mas depois tivemos de nos bater durante 28 anos. Além de que, em 1580, já éramos independentes há quatro séculos, tínhamos feitos as navegações, tínhamos um Estado, um império e uma História.

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Artigo de Manuel Alegre
17-08-2017

Eu era muito pequeno, não devia ter sequer quatro anos. Passeávamos na avenida, em Espinho e, de repente, meu avô materno, republicano e meu pai, monárquico, tiraram os chapéus e começaram a gritar Viva a Inglaterra! Nunca mais esqueci. Voltei a lembrar-me ao ver o filme “Dunquirk”. Também a mim me apeteceu dar um viva à Inglaterra. A evacuação das tropas cercadas pelos nazis é um feito histórico incomparável e decisivo para o futuro da guerra. Milhares de civis foram a Dunquerque em barcos de recreio ou de pesca buscar os seus soldados. Governantes, diplomatas e funcionários da União Europeia deviam ver esse filme para recordarem e não caírem na mesquinha tentação de aproveitar as dificuldades provocadas pelo Brexit para castigarem a Inglaterra e conseguirem benefícios perversos. Ler mais

24-11-2016

Os povos não se sentem representados por aqueles em quem votaram. Deixaram de acreditar em alternativas dentro do sistema. Estão zangados e sentem-se traídos. Há uma crise de representação e essa é a causa do populismo. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no Jornal de Negócios
12-07-2016

Ninguém me diga mal do Engenheiro, avisou-me por telefone o meu filho Francisco, ele é o nosso Kutuzof. Lembram-se, com certeza, pelo menos os que leram “Guerra e Paz” ou viram uma das várias versões do filme. Foi o grande chefe militar russo que derrotou as tropas napoleónicas. Como o Engenheiro Fernando Santos, também ele irritava os generais, jornalistas e teóricos da guerra. Todos queriam atacar. Ele dizia. “Deixem-nos entrar”. E só contra atacou no momento propício e decisivo. Eu também por vezes me irritei com as escolhas e o sistema de jogo do Engenheiro. Mas tenho de lhe agradecer. Ele fez da selecção uma equipa e uma família. E acabou por criar um momento único de comunhão entre os portugueses, a que o PR soube dar uma expressão adequada: contra o árbitro, contra tudo e contra todos. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre n' A Bola
27-06-2016

Nesta hora em que o Brexit obriga a uma nova reflexão sobre a Europa, a festa do futebol aí está para demonstrar como os povos europeus vibram com os seus símbolos nacionais, os seus hinos, as suas bandeiras, as suas cores. Veja-se o rosto dos adeptos a cantar os hinos e talvez se compreenda que a Europa é um espaço comum de uma grande diversidade cultural e identitária. Como, entre outros, o reconheceram Jean Monet ou De Gaulle, não é possível construir a Europa contra as suas nações. Aprenda-se com a festa do Futebol. Ela ensina a corrigir os erros que estão a matar a Europa. Mesmo que alguns não gostem o Futebol é uma lição. Ler mais

Manuel Alegre e Salgado Zenha, manifestação em Lisboa, Maio de 1975
Manuel Alegre e Salgado Zenha, manifestação em Lisboa, Maio de 1975
Artigo de Manuel Alegre nos 40 anos da Constituição
30-03-2016

Havia diferentes opções sobre a via a seguir, conflitos políticos e ideológicos, manifestações e contra manifestações, confrontos entre partidos e entre militares. Apesar disso, os constituintes iam fazendo o seu trabalho, constitucionalizando as principais transformações políticas e sociais que todos os dias estavam a ocorrer. Ler mais

14-11-2015

"Há cerca de 41 anos, Francisco Balsemão entrou na sede do PS muito abatido. Segundo as embaixadas ocidentais estava tudo no fim. Eu respondi: Estão enganados, agora é que vai começar, vamos fazer a Democracia.
E fizemos. Ela aí está. A alguns dói. Mas é sempre uma festa." Ler mais

O resultado das eleições na Grécia pode reacender a chama da esperança
24-01-2015

Tanto o Quantitative Easing do BCE como o Plano de Investimentos Juncker - mesmo com as insuficiências que resultam da necessidade de obter compromissos - demonstram que todo o edifício ideológico da austeridade pela austeridade começou a ruir. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no Público
07-01-2015

A senhora Merkel e o senhor Schäuble não podem impor à Europa uma doutrina de soberania limitada semelhante àquela que Brejnev instituiu para os países do leste europeu depois da Primavera de Praga em 1968 e da invasão da então Checoslováquia pelos blindados do Pacto de Varsóvia. É isso que está em causa nas eleições que vão disputar-se na Grécia, berço da democracia e da civilização europeia. Um problema de liberdade: os eleitores gregos têm o direito de decidir livremente sem chantagens nem ameaças. Ler mais

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