"Corri riscos, estive com pessoas que pertencem à História. Tudo isso fez de mim aquilo que sou."
Manuel Alegre
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24-11-2016

Os povos não se sentem representados por aqueles em quem votaram. Deixaram de acreditar em alternativas dentro do sistema. Estão zangados e sentem-se traídos. Há uma crise de representação e essa é a causa do populismo. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no Jornal de Negócios
12-07-2016

Ninguém me diga mal do Engenheiro, avisou-me por telefone o meu filho Francisco, ele é o nosso Kutuzof. Lembram-se, com certeza, pelo menos os que leram “Guerra e Paz” ou viram uma das várias versões do filme. Foi o grande chefe militar russo que derrotou as tropas napoleónicas. Como o Engenheiro Fernando Santos, também ele irritava os generais, jornalistas e teóricos da guerra. Todos queriam atacar. Ele dizia. “Deixem-nos entrar”. E só contra atacou no momento propício e decisivo. Eu também por vezes me irritei com as escolhas e o sistema de jogo do Engenheiro. Mas tenho de lhe agradecer. Ele fez da selecção uma equipa e uma família. E acabou por criar um momento único de comunhão entre os portugueses, a que o PR soube dar uma expressão adequada: contra o árbitro, contra tudo e contra todos. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre n' A Bola
27-06-2016

Nesta hora em que o Brexit obriga a uma nova reflexão sobre a Europa, a festa do futebol aí está para demonstrar como os povos europeus vibram com os seus símbolos nacionais, os seus hinos, as suas bandeiras, as suas cores. Veja-se o rosto dos adeptos a cantar os hinos e talvez se compreenda que a Europa é um espaço comum de uma grande diversidade cultural e identitária. Como, entre outros, o reconheceram Jean Monet ou De Gaulle, não é possível construir a Europa contra as suas nações. Aprenda-se com a festa do Futebol. Ela ensina a corrigir os erros que estão a matar a Europa. Mesmo que alguns não gostem o Futebol é uma lição. Ler mais

Manuel Alegre e Salgado Zenha, manifestação em Lisboa, Maio de 1975
Manuel Alegre e Salgado Zenha, manifestação em Lisboa, Maio de 1975
Artigo de Manuel Alegre nos 40 anos da Constituição
30-03-2016

Havia diferentes opções sobre a via a seguir, conflitos políticos e ideológicos, manifestações e contra manifestações, confrontos entre partidos e entre militares. Apesar disso, os constituintes iam fazendo o seu trabalho, constitucionalizando as principais transformações políticas e sociais que todos os dias estavam a ocorrer. Ler mais

14-11-2015

"Há cerca de 41 anos, Francisco Balsemão entrou na sede do PS muito abatido. Segundo as embaixadas ocidentais estava tudo no fim. Eu respondi: Estão enganados, agora é que vai começar, vamos fazer a Democracia.
E fizemos. Ela aí está. A alguns dói. Mas é sempre uma festa." Ler mais

O resultado das eleições na Grécia pode reacender a chama da esperança
24-01-2015

Tanto o Quantitative Easing do BCE como o Plano de Investimentos Juncker - mesmo com as insuficiências que resultam da necessidade de obter compromissos - demonstram que todo o edifício ideológico da austeridade pela austeridade começou a ruir. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no Público
07-01-2015

A senhora Merkel e o senhor Schäuble não podem impor à Europa uma doutrina de soberania limitada semelhante àquela que Brejnev instituiu para os países do leste europeu depois da Primavera de Praga em 1968 e da invasão da então Checoslováquia pelos blindados do Pacto de Varsóvia. É isso que está em causa nas eleições que vão disputar-se na Grécia, berço da democracia e da civilização europeia. Um problema de liberdade: os eleitores gregos têm o direito de decidir livremente sem chantagens nem ameaças. Ler mais

"...eram milhares de pessoas, enchiam o Largo, o Parque, a própria ponte, milhares e milhares até onde a vista alcançava."
"...eram milhares de pessoas, enchiam o Largo, o Parque, a própria ponte, milhares e milhares até onde a vista alcançava."
Manuel Alegre recorda Delgado em Coimbra
29-12-2014

Desafiado para escolher um dia dos últimos 150 anos para a edição especial comemorativa do aniversário do Diário de Notícias, Manuel Alegre recorda o dia 31 de maio de 1958, tinha ele 22 anos, em Coimbra. O dia fundador em que Humberto Delgado chegou a Coimbra na campanha presidencial de 1958. "Naquele dia em Coimbra, que era uma cidade parada nos séculos, posta em conformado sossego, o tempo deu uma volta sobre si mesmo." Ler mais

16-04-2014

Comemorar Abril agora tem que ser um novo ato de libertação cultural e política. Essa será a sua quinta dimensão: a capacidade de renascer da sua própria liberdade. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no DN
14-03-2014

Antigamente nunca era oportuno. Quem discordasse do governo era comunista. Quem se opusesse à guerra colonial era traidor à Pátria. Quem, no exílio, criticasse o regime e defendesse a liberdade era acusado de calcar a bandeira nacional. Eis que ressurgiu uma linguagem que parece vinda do passado. Começou com Paulo Rangel. Desde que emagreceu, perdeu o ar de intelectual bonacheirão e tornou-se agressivo. Ler mais

03-12-2013

"O bom socialista é aquele que em diferentes circunstâncias diz as coisas sensatas que a direita gosta de ouvir: que é preciso rever a Constituição, fazer um pacto de regime, negociar um consenso com o governo sobre as medidas de austeridade."

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Manuel Alegre, no dia do centenário de Álvaro Cunhal:
10-11-2013

1. Conheci Álvaro Cunhal em Moscovo, por ocasião do Festival Internacional da Juventude. A delegação portuguesa, de que eu fazia parte, estava reunida para um encontro “importante”. Quando ele entrou, percebi logo que era. Não por se dar ares de “importante”, mas, pelo contrário, por uma reserva e uma sobriedade senhorial, algo que uns têm e outros não, um não sei quê que talvez se possa definir como carisma. Fui escolhido para intervir no comício de solidariedade para com os povos em luta. Redigi um texto numa prosa um tanto pomposa, no estilo da retórica das assembleias estudantis. Cunhal veio ter comigo e disse-me, com delicadeza, que o texto continha proclamações abstractas. Era preciso dar-lhe um tom mais despojado e explicar a situação concreta do País. Ler mais

21-08-2013

A matriz das esquerdas é comum: reside na recusa daquilo a que Octavio Paz chamou “ a injustiça inerente ao capitalismo.” Essa é a sua essência. Mas a divisão entre revolucionários e reformistas vem quase desde o início. Talvez tenha começado no Congresso de Londres do Partido Social Democrata russo, em 1904. Lenine venceu Martov, com a sua teoria de partido de vanguarda, constituído por um núcleo de revolucionários profissionais, regido pela disciplina do centralismo democrático. Muitos marxistas criticaram essa ideia de introduzir de fora no movimento operário a consciência revolucionária, considerando-a um desvio voluntarista e idealista do pensamento de Marx, para o qual o ser (movimento dos trabalhadores) é que determina a consciência e as formas de organização, não o contrário. Hoje ninguém discute estas velharias ideológicas, embora nelas esteja a origem da Revolução Russa de 1917. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre
26-03-2013

Estamos como aqueles prisioneiros dos campos de concentração que viviam na ilusão de que a vez deles talvez não chegasse, enquanto os outros iam sendo encaminhados para as câmaras de gás. Não se vê nenhuma cruz gamada, não há soldados a gritar ordens, a frase Arbeit macht frei ainda não aparece à entrada do nosso país. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no DN
25-02-2013

"Mas eis que algo de novo aconteceu. Dois textos revolucionários, que são, em si mesmos, uma sublevação. Não foram escritos por nenhum político, muito menos por nenhum economista, mas por um filósofo e um poeta", diz Manuel Alegre em importante artigo hoje publicado no DN, em que se refere ao artigo de José Gil, “O roubo do presente”, publicado recentemente numa revista e ao romance “A Implosão”, de Nuno Júdice, editado pela D. Quixote. "Nenhum texto político tem a força e a carga simbólica deste romance de Nuno Júdice. Tanto nele como no artigo de José Gil há uma implosão anunciada", escreve Manuel Alegre, para concluir: "Às vezes do fundo da alma colectiva, irrompem vozes que sabem anunciar. Ai dos políticos, e não só, que não souberem ler estes sinais." Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no DN:
10-07-2012

1. Colapso da austeridade, falhanço das metas do défice, incumprimento do controlo da despesa, saque fiscal sempre sobre os mais fracos, recessão da economia, aumento brutal do desemprego, atenuado por uma emigração sem precedentes desde a ditadura e a guerra colonial.

2. Ataque aos direitos dos trabalhadores e aos serviços públicos, sendo o caso mais grave o do SNS, com uma política que parece desenhada para servir os grupos privados ligados à saúde. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no DN:
04-01-2012

É difícil não estar de acordo com a mensagem do PR, mas também é difícil estar de acordo com o facto de ele não ter feito o que devia fazer, depois de ter andado a dizer o que disse, nomeadamente sobre os cortes de salários, pensões e subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos. A escolha de uma categoria profissional para a aplicação de tais medidas foi considerada pelo PR como um imposto e uma violação da equidade. Ler mais

21-12-2011

"Neste país em diminuitivo / Respeitinho é que é preciso" . Assim escreveu Alexandre O’Neill, assim continua a ser. O pecado de Pedro Nuno Santos foi esse: marimbou-se no respeitinho, não tanto pelos bancos alemães, nem pelo pagamento ou não da dívida, mas pelo dogma dominante. Marimbou-se, terrível heresia de linguagem, susceptível de conduzir a outras bem mais graves. Marimbou-se, expressão que podia ser escrita (ou dita) por Aquilino ou Torga, e é utilizada na fala corrente, pelo menos no distrito de Aveiro, onde, pelos vistos, ainda não entrou aquilo a que Sophia chamava “o capitalismo das palavras” e onde, talvez não por acaso, ocorreu a primeira revolta liberal contra o absolutismo miguelista. Ler mais

Manuel Alegre responde a Vasco Pulido Valente
10-12-2011

Por mais que tente disfarçar, Vasco Pulido Valente é um patriota. Leia-se com atenção os seus livros, nomeadamente a biografia de Paiva Couceiro. Não se pode ser mais patriota. Claro que o seu amor a Portugal manifesta-se frequentemente do avesso. Há nele uma espécie de pudor que o leva a zurzir a Pátria sem dó nem piedade. Mas é uma forma de amor. E é sempre sobre Portugal que ele escreve. E digo escreve, porque Vasco Pulido Valente só lido. A falar não é a mesma coisa. Seja como for, ele bate, é o seu modo de ternura, o que leva muita gente ao engano de pensar que ele não suporta isto. Não eu, mesmo quando, o que não é raro, ele me escolhe como alvo daquele seu inextrincável sentimento. O que de novo aconteceu, a propósito de um artigo meu publicado no DN. Ler mais

Artigo de Manuel Alegre no DN:
08-12-2011

Miguel Torga e Natália Correia tinham razão, quando avisaram que a Europa, tal como estava a ser construída, iria desembocar no triunfo do poder financeiro e no imperialismo de um novo eixo franco-germânico. Ele aí está, com Sarkozy a fazer o papel de capitulacionista e Merkel a realizar o sonho de uma certa Alemanha: dominar a Europa. Ler mais

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