"A grande poesia não cabe num tweet"
Manuel Alegre
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Maria Velho da Costa
24-05-2020

Maria Velho da Costa foi uma voz inconfundível na vida e na escrita em Portugal. Assumidamente feminista, escreveu com Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno, em 1972, “Novas Cartas Portuguesas”, livro arrojado que imediatamente foi proibido pela ditadura. O processo movido contra “as três Marias” ultrapassou as fronteiras e fez delas um símbolo da luta pela liberdade e pelos direitos das mulheres. Mas Maria Velho da Costa já tinha iniciado a sua obra nos anos 60, consagrada com “Maina Mendes”, um romance com que inicia o seu papel inovador na escrita portuguesa, reconhecido internacionalmente com a atribuição, em 2002, do Prémio Camões. Devemos-lhe todos o que fez pela escrita, pela língua, pelas mulheres e pela liberdade. Pessoalmente, não esqueço o seu apoio solidário às minhas duas candidaturas presidenciais.

Manuel Alegre