Descobrir não é criar. Chegámos sempre ao que, antes de nós, já lá estava. Mas em cada chegada aconteceu uma dupla descoberta: a dos outros por nós e a de nós próprios pelos outros.
Manuel Alegre
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Natal agora
18-12-2015

Neste solstício de inverno ele vai nascer
algures no Mundo entre ruínas
no lugar do não ser ele vai nascer
deitado nas palhinhas entre
bombas naufrágios minas
cada mulher que foge o traz no ventre
o mesmo coração um só destino
algures no mundo ele vai ser
em todos os meninos o menino.

Manuel Alegre

Este poema foi colocado no facebook de Manuel Alegre e foi intensamente partilhado.
No dia 30 de dezembro, apareceu publicado no jornal Il Mattino, Roma, com tradução de Maria Luísa Cusati, profunda conhecedora da obra de Manuel Alegre.
Aqui fica a versão italiana do poema:

Natale oggi

In questo solstizio d’inverno nascerà
da qualque parte nel Mondo tra rovine
nel luogo del non essere lui nascerà
disteso sulla paglia tra
bombe naufragi mine
ogni donna che fuge lo porta in seno
lo stesso cuore un solo destino
da qualque parte del mondo lui nascerà
in tutti i bambini il bambino.