"Um país tão antigo como o nosso não precisa de ser reinventado"
Manuel Alegre
InícioManuel AlegreNotíciasAgendaOpiniãoPresidenciais 2011LinksPesquisa
YouTube Twitter FaceBook Flickr RSS Feeds
> Discurso Directo
> Discurso Indirecto
Spuma
09-04-2015

Non si giunge a ritroso all’infinito
né in avanti né di lato ma per dove
nessun nome può esser detto o scritto
e nessuno sa per certo quel che cela.

Non per la parola Nulla (la più terribile)
né per la parola Tutto (la più rischiosa)
ma al di qua del visibile e del dicibile
o della parola rosa prima d’esser rosa.

O forse dove un vento ignoto spira
tra la pietra e la vetrata il dentro e il fuori
là dove l’aria sa d’incenso e zolfo
e Dio non entra nella parola adesso.

Tra il qui e l’oltre essere e non essere
tante le porte aperte o forse nessuna.
Non resta che un verso da tracciare
e sulla sabbia bianca breve spuma.

Tradução de Giulia Lanciani do poema de Manuel Alegre “Espuma”, incluído no livro "Doze Naus", de 2007, e editado em italiano em 2007 no nº 6 de "Collana Diversinversi", com 5 poemas de Manuel Alegre, sob o título “Nada está escrito”

Espuma

Não se chega por trás ao infinito
nem pela frente ou pelos lados mas por onde
nenhum nome pode ser dito ou escrito
e ninguém sabe ao certo o que se esconde.

Não pela palavra Nada (a tão terrível)
nem pela palavra Tudo (a tão perigosa)
mas aquém do visível e do dizível
ou da palavra rosa antes de ser rosa.

Ou talvez onde um vento ignoto sopre
entre a pedra e o vitral o dentro e o fora
lá onde cheira a incenso e cheira a enxofre
e Deus não cabe na palavra agora.

Entre aquém e além ser e não ser
tantas portas abertas ou talvez nenhuma.
Não há senão um verso por escrever
e sobre a areia branca a breve espuma.

Do livro «Doze Naus», Publicações Dom Quixote, 2007