"A grande poesia não cabe num tweet"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre sobre Herberto Helder
25-03-2015

Sempre que se pretendia fazer um documentário sobre ele, o Herberto telefonava aos amigos a pedir para não falarem. Não gostava de ruído nem espectáculo à sua volta. Foi assim em vida, e eu tenho a incómoda sensação de que aqui a pouco ele me vai pedir para não dizer nada sobre a sua morte. Ler mais

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12-12-2014

Recordo com muita saudade Fernando Machado Soares, um dos grandes compositores e cantores de Coimbra. Com José Afonso, António Portugal, Goes e outros ajudou a dar a volta ao fado e à vida.
Fica connosco a sua voz a lembrar que há sempre encanto, mesmo na hora da despedida.
Até sempre, amigo.
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13-11-2014

Fernando de Mascarenhas, de quem fui amigo, foi um verdadeiro aristocrata, não só pelo sangue e pelos títulos, mas pelo espírito, um aristocrata de comportamento, da cultura e da democracia. Criou uma Fundação e colocou o património da família ao serviço das artes, da literatura e da língua portuguesa. Presto uma comovida e sentida homenagem.
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Foto de Rui Ochoa - 1987
Foto de Rui Ochoa - 1987
1919 - 2004
Um retrato escrito por Manuel Alegre
01-07-2014

Sophia é, por certo, um dos poetas que mais perto está da pulsação inicial e mágica da palavra. E por isso a sua poesia, como toda a verdadeira e grande poesia, pode ser dita, cantada e até dançada.

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Manuel Alegre com a mãe, em Tipasá, na Argélia
Manuel Alegre com a mãe, em Tipasá, na Argélia
12-05-2014

«Nasci em Maio, o mês das rosas, diz-se. Talvez por isso eu fiz da rosa a minha flor, um símbolo, uma espécie de bandeira para mim mesmo.
E todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, no dia doze de Maio, às dez e um quarto da manhã (que foi a hora em que nasci), a minha mãe abria a porta do meu quarto, acordava-me com um beijo e colocava numa jarra um ramo de rosas vermelhas, sem palavras. Só as suas mãos, compondo as rosas, oficiavam nesse estranho silêncio cheio de ritos e ternura.»
Manuel Alegre, em Praça da Canção (1965) Ler mais

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Manuel Alegre sobre Natália Correia
13-09-2013

Natália Correia era um poeta. Quero dizer: era diferente dos outros. "Uma máquina de passar vidro colorido", como disse Mário Cesariny de Vasconcelos e ela por certo teria gostado. "Hierática cromática socrática", "uma vestal iluminada" ou "uma deusa rangendo", como a cantou José Carlos Ary dos Santos no retrato que dela fez com versos e metáforas. Creio, aliás, que ela era a grande metáfora de si mesma. Ler mais

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09-08-2013

Um grande amigo, grande camarada, um escritor que marcou o século XX; um grande prosador que sempre tomou partido e não se fechou nunca numa torre de marfim e que combateu pela liberdade, pela acção e pela palavra.

Falou do amor e do erotismo sem tabus nem preconceitos, foi nesse aspecto um inovador.

Sempre atento às novas gerações de escritores, não esqueço que foi ele o autor do primeiro texto publicado sobre o meu livro Praça da Canção, que saiu no jornal República, em pleno fascismo.

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19-09-2012

Foi hoje sepultado em Coimbra o meu querido amigo Luís Goes,o primeiro que musicou, cantou e gravou versos meus. Cantou o amor e a liberdade e a sua voz ficará para sempre como uma das mais belas e emblemáticas da canção de Coimbra.
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28-04-2012

Lembro-me de meu avô Mário Duarte a fazer-me uma festa na cara e a enxugar uma lágrima, gesto que vi depois meu pai repetir e que, segundo dizem, também eu faço. Estou a vê-lo num barco a motor, na Costa Nova, de pé, a acenar. Foi a última vez que o vi. Guardo esse aceno como um adeus. Eu não tinha ainda quatro anos, mas conservo, muito nítidas, estas duas imagens. Ler mais

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