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Manuel Alegre
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Artigo de Manuel Alegre n' A Bola
11-07-2016

Na edição de ontem do jornal A Bola, dia da final do campeonato europeu de futebol, Manuel Alegre exprimiu um voto: "E agora? Agora apetece-me dirigir-me a Cristiano Ronaldo e a todos os jogadores citando Jean Paul Sartre: agora peçam a Lua, porque é próprio da juventude pedir o impossível. Ora como já se sabe, afinal a Lua não era um impossível. Os que no Domingo vão entrar em campo de quinas ao peito são descendentes dos que desbravaram o mar desconhecido e (...) ajudaram a fazer a Europa". "Não há impossíveis" foi o título premonitório do seu artigo que transcrevemos em baixo. Ler mais

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Almeida Santos
20-01-2016

Conheci Almeida Santos antes de o conhecer. E fui amigo dele antes dele o saber.
Quando cheguei a Coimbra, eu era um rapaz romântico com a mania das grandezas. Levava as minhas referências: Camões, Garrett, Antero. Não fazia a coisa por menos. Mas logo a seguir, o António Portugal, o Zeca e o Goes acrescentaram mais dois ao meu imaginário: Salgado Zenha e Almeida Santos. Naquele tempo eles eram o santo e a senha da esquerda coimbrã. Faziam já parte de uma lenda. Não só a de Coimbra, mas sobretudo a do inconformismo. E a da Académica, que é um pacto para a vida. Para além dos seus outros predicados, Almeida Santos cultivava o fado. E tinha composto uma variação que, pelas guitarras do Brojo e do Portugal, passou a fazer parte da música de fundo da minha geração. Namorei ao som dessa variação. E o nome de Almeida Santos passou a rimar com a boémia e os sonhos da minha juventude. Ler mais

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Artigo de Manuel Alegre no Expresso
23-02-2013

“Viagem às ilhas de Havai: Nunca lá fui”. Título e conteúdo de um poema de Joaquim Namorado que era habitual citar-se nesse tempo em que as viagens se faziam à volta do quarto. Duíno, por exemplo. Antes de lá ir, eu já lá tinha ido muitas vezes. Desde que comecei a ler Rainer Maria Rilke, cujo nome, diz Marina Tsvetaeva, “tem sons de infância e cavalaria.” Ler mais

02-03-2008

Estou diante do Instituto Bacteriológico Câmara Pestana, ao cimo da Calçada de Santana, em Lisboa. Aqui houve outrora o mosteiro do Convento de Santa Ana, destruído pelo terramoto. Não há nenhuma placa, nenhum sinal. Mas Camões foi enterrado aqui, da parte de fora do Convento. Olho o terreno ao lado do Instituto. Ia jurar que é o mesmo onde, embrulhado num lençol, foi sepultado aquele a quem, numa lápide ali mandada colocar mais tarde, D. Gonçalo Coutinho chamaria "o príncipe dos poetas do seu tempo". Ler mais

A propósito do Dia Mundial da Poesia
21-03-2007

Sobre os rios de Babilónia caíram bombas. Caíram sobre os lugares onde um poeta desconhecido gravou numa pedra a epopeia de Gilgamesh, o primeiro canto em que se fizeram as grandes perguntas sobre o destino do homem. Em outras partes do mundo, todos os dias são dias de fome, de guerra, de genocídio, de injustiça. Que sentido pode ter um Dia Mundial da Poesia num mundo em que todos os dias a poesia é assassinada? Poderá ainda a poesia "mudar a vida", como queria Rimbaud? Ler mais