"Sobretudo nas horas em que tudo / de repente se esvazia / e pesa mais que tudo esse vazio / ... / é precisa (mais que tudo) a poesia."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em entrevista ao Observador:
“Ainda não vi uma visão diferente. Pensa-se como se tudo fosse ser igual, não vai ser igual.”
17-04-2020 Observador, programa Vichyssoise

Em importante entrevista ao Observador, Manuel Alegre fala da pandemia e da incerteza deste combate, “porque não sabemos quem é o inimigo nem como acaba”. Defende, contrariando Ramalho Eanes, que “o estado de espírito dos mais velhos deve ser idêntico ao estado de espírito dos mais jovens – resistir, lutar pela vida, defenderem-se." Sobre o futuro, Alegre lembra que "quando há grandes rupturas históricas”, “os comportamentos alteram-se e a própria visão do mundo se altera”, e confessa: “Eu ainda não vi ninguém, pelo menos nestas reuniões com os académicos e os economistas, com uma visão diferente. Pensa-se como se tudo fosse ser igual, acho que não vai ser igual.”
Veja a entrevista na íntegra AQUI

Sobre a liderança de todo este processo, o histórico socialista considera que “tem sido partilhada” entre o PR e o Primeiro Ministro e acha que “isso é bom para o país.” Sobre a cerimónia do 25 de Abril no Parlamento, Manuel Alegre reconhece que há aproveitamento por parte do CDS e do Chega, “mas isso é uma coisa menor.” Para Manuel Alegre, “neste momento os capitães de Abril são os profissionais de saúde”, mas a “superioridade moral do 25 de Abril” está em que “as pessoas podem concordar, podem discordar.” Sobre o que se seguirá a esta pandemia, Alegre entende que “a Europa e o Ocidente têm que voltar a produzir os seus bens essenciais. Tem de haver um processo de reindustrialização, pelo menos (para) naqueles bens essenciais não sermos tão dependentes” e lembra que, “quando há grandes rupturas históricas”, “os comportamentos alteram-se e a própria visão do mundo se altera”, confessando: “Eu ainda não vi ninguém, pelo menos nestas reuniões com os académicos e os economistas, com uma visão diferente. Pensa-se como se tudo fosse ser igual, acho que não vai ser igual.”