"De cada vez que o Parlamento cede ao populismo, este não agradece, reforça-se"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em Coimbra:
"Não há estabilidade sem um PS forte"
01-10-2019 com Lusa


“Não há estabilidade sem um PS forte; não há diálogo nem convergência sem um PS forte; não há solução governativa sem o PS e muito menos contra o PS" disse Manuel Alegre no Comício de Coimbra, ontem à noite, no Pavilhão dos Olivais, num discurso muito aplaudido, que levantou a assistência em alguns momentos.

"Prometemos a António Arnaut que a Lei 48/90 seria revogada e lutaríamos por uma nova Lei de Bases da Saúde. Prometemos e cumprimos", declarou, recordando, entre aplausos de pé, António Arnaut e Mário Mendes, dois homens de Coimbra e a quem se deve o Serviço Nacional de Saúde. Manuel Alegre insistiu que é preciso salvar o SNS e lembrou que, nessa matéria, "não há empecilhos à esquerda. Os empecilhos vieram sempre da direita, o PSD e o CDS votaram sempre, sempre contra o SNS.”

“Fizemos a 'geringonça' e não temos vergonha dela, temos mesmo muito orgulho no que foi feito nestes quatro anos. Não nos arrependemos - disse Manuel Alegre - mas também não precisamos de professores de esquerda". Manuel Alegre lembrou que, após os agoiros iniciais, a “geringonça” se tornou numa palavra traduzida em várias línguas e insistiu: “Também na Europa é preciso um PS forte”.

Manuel Alegre advogou que o PS precisa de ter confiança em si próprio, até porque, "ao contrário do que pensam alguns, a esquerda precisa de um PS forte", que "não ponha em causa os equilíbrios financeiros".

"Centeno só há um - e esse é o nosso. Sei que alguns não gostam - eu próprio, às vezes, também não - mas não há políticas de esquerda sem rigor nas contas públicas", sustentou Manuel Alegre.

Defendeu uma escola pública exigente e com qualidade, que resolva a questão dos professores mas também dos alunos. E apontou como grande desafio para o próximo governo a concretização da lei de base da habitação, lembrando as dificuldades de idosos, casais jovens, estudantes, classes médias, que “têm o direito de viver nas cidades”. “O mercado por si não resolve”, acrescentou, “o Estado tem de intervir mais”.

“Não precisamos de lições de moral de quem há alguns dias criticava a justiça de tabacaria e agora se arvora em justiceiro eleitoralista", afirmou, sem referir nomes e recebendo novamente muitas palmas.

"Agora vou dizer uma inconveniência: seria bom que as grandes empresas deixassem de pagar impostos na Holanda enquanto os pequenos e médios empresários, a classe média e os trabalhadores por conta de outrem, todos, cumprimos as nossas obrigações em Portugal”, disse, antes de terminar, Manuel Alegre, arrancando novamente uma grande ovação.

Alegre terminou a sua intervenção saudando Marta Temido, cabeça de lista por Coimbra, a quem desejou "boa sorte como deputada e não só.”