(...) ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste / e em cada rua deserta / ainda resiste.
Manuel Alegre
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Entrevista de Manuel Alegre à RTP
Mário Soares: a coragem dos combates impossíveis
08-01-2017 Entrevista de António José Teixeira, rtp 1 e rtp 3

“Um luto pessoal”, assim reagiu Manuel Alegre à morte de Mário Soares. Mas também um momento para contrariar as “tentações revisionistas” sobre a sua vida, que deve ser toda lembrada, com destaque para a coragem de travar três grandes combates “que todos julgavam impossíveis”: o fascismo, 1975 e a primeira eleição presidencial.

Veja a primeira parte da entrevista AQUI

Veja um resumo do testemunho de Manuel Alegre AQUI

Revisitando a vida de Mário Soares, com quem teve grande cumplicidade em momentos chave, Alegre destacou o que considerou ter sido a sua "primeira grande visão”: a necessidade de criação de um “partido socialista que juntasse os socialistas e pessoas de diferentes percursos", "indispensável para ter o apoio da Internacional Socialista e dos países democráticos”, o que "modificou muito os dados da luta política em Portugal".

A segunda visão de Soares foi ter compreendido que "a conquista da democracia era inseparável da solução do problema colonial". A terceira visão foi a de que Portugal tinha de entrar para a Europa "para aguentar a democracia", por interesse nacional, por uma visão política e pragmática e não por uma visão ideológica.

A última visão, já no fim da vida e face à degenerescência da Europa, foi a necessidade de convergência das esquerdas, apesar do traumatismo de 1975. Mas Soares nunca esqueceu, sublinhou Alegre, que os votos comunistas "foram indispensáveis" na sua primeira eleição presidencial, em 1986.