"Nada está adquirido, tudo está a andar para trás muito depressa"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em Coimbra:
“Sem esta solução de governo, o PS seria capturado pela direita”
29-05-2016 Lusa

Manuel Alegre recusa que o Governo e a maioria parlamentar de esquerda que o apoia sejam uma “geringonça” e afirmou que o termo “é uma invenção” da direita para degradar o acordo governativo. “Sem esta solução, a outra seria o PS a ser capturado pela direita”, afirmou Manuel Alegre, frisando que um acordo desse género seria “um atentado à razão histórica” que levou à criação do PS “que é a defesa dos mais fracos”.

Intervindo na sessão de encerramento do congresso da federação distrital do PS, que ontem decorreu em Coimbra, Manuel Alegre disse que o Governo e o acordo parlamentar que o sustenta “está a ter um papel pioneiro” na Europa e que o primeiro-ministro António Costa “não provoca mas também não se deixa provocar” pelos líderes europeus e pelo setor financeiro. “António Costa não afronta mas também não se põe de joelhos perante a Europa”, sustentou.

Manuel Alegre homenageou o líder socialista e primeiro-ministro António Costa e deixou “uma grande homenagem a Jerónimo de Sousa e também à Catarina Martins” pela “solução democrática” encontrada no apoio ao Governo, destacando o papel do PCP e do BE que “têm aprovado soluções que não são fáceis de aprovar” mas que são o garante da estabilidade e “impedem o regresso da direita ao Governo”, disse. “Estamos a fazer uma revolução pacífica”, disse.

Alegre apelou ainda à “pacificação” do PS de Coimbra, aconselhando a liderança federativa a promover o diálogo interno. Recorde-se que o líder distrital do PS de Coimbra, Pedro Coimbra – viu confirmada, no congresso, a reeleição para o cargo, obtida em lista única nas eleições diretas de 21 de maio, com mais de 87% dos votos. Entre outros objetivos, Pedro Coimbra quer voltar a vencer as eleições autárquicas no distrito – onde o PS possui a liderança de 12 das 17 câmaras municipais.