"De cada vez que o Parlamento cede ao populismo, este não agradece, reforça-se"
Manuel Alegre
InícioManuel AlegreNotíciasAgendaOpiniãoPresidenciais 2011LinksPesquisa
YouTube Twitter FaceBook Flickr RSS Feeds
> Notícias
*
Manuel Alegre à TSF:
“É fundamental que António Costa se mantenha firme à frente do PS”
05-10-2015 TSF

“A votação mais significativa de ontem foi a votação no Bloco de Esquerda. Conseguiu um resultado que cria aqui uma situação que vai obrigar todos a uma grande reflexão, a procurar soluções de convergência, porque o combate da esquerda contra a esquerda é a principal força da direita” afirmou Manuel Alegre em entrevista à TSF, insistindo: “Se vamos entrar num campeonato entre as esquerdas estamos a fazer o jogo da direita.” Manuel Alegre sustentou que, “pensando nos eleitores” e “com humildade”, “a esquerda deve procurar soluções de convergência e esquecer os traumas do passado.” Para Manuel Alegre, “o homem que no PS está em condições e que tem capacidade política para isso é o António Costa”, que “sempre soube estabelecer pontes e tem capacidade de diálogo. Por isso é fundamental que ele se mantenha firme à frente do PS.”

Alegre reconheceu que isto “é um processo, não se resolve de um dia para o outro”. “Não é só deitar um governo abaixo”, explicou, é preciso soluções construtivas. “António Costa defendeu a moção de censura construtiva”, lembrou. “É preciso saber se a partir da maioria de deputados e de votos somos todos capazes de, com humildade, procurar soluções de convergência.”

À pergunta sobre a legitimidade de António Costa, Alegre respondeu de forma inequívoca: “Legitimidade tem. Mas se alguém tiver dúvidas, essas coisas resolvem-se no Congresso. António Costa ganharia facilmente esse Congresso e quem pensar o contrário está muito enganado.” “As disputas democráticas são legítimas num partido democrático”, disse ainda. Assim como foi legítimo ele disputar a liderança e alcançá-la pelo voto democrático – não foi nenhum “golpe de Estado” – “outro poderá fazê-lo”.

Perante a insistência da jornalista sobre a “oposição interna”, Manuel Alegre respondeu: “Tenho os anos suficientes de luta política e de PS para perceber que a maioria esmagadora dos militantes está com António Costa. Não queremos um processo de ‘pasokização’ do PS. O PS não implodiu, teve um resultado honroso, não é para cantar vitória, mas mantém-se como a principal força de esquerda e como uma referência fundamental da democracia. Não vamos tentar destruir esse capital político do PS, que tem agora um líder que se adapta a essa circunstância”, concluiu.

Oiça a entrevista AQUI