"Sobretudo nas horas em que tudo / de repente se esvazia / e pesa mais que tudo esse vazio / ... / é precisa (mais que tudo) a poesia."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre no grande comício do PS em Lisboa:
“O PS não cede a chantagens nem a sondagens. Vamos à luta, vamos à vitória!”
30-09-2015

“Estamos a assistir à mais colossal manipulação em 40 anos de democracia. Eles estão a fazer batota” denunciou Manuel Alegre no grande comício ontem realizado pelo PS em Lisboa. Num pavilhão a abarrotar de gente, Manuel Alegre levou a sala ao rubro quando afirmou: “O PS não cede a chantagens nem a sondagens. Vamos à luta, vamos à vitória, vamos dar-lhes uma lição de democracia nas urnas no próximo dia 4 de Outubro.”

“O PS não tem bancos, não tem jornais, não tem televisões, não tem empresas de sondagens, mas tem história, tem valores, tem António Costa que é um garante da mudança”, disse ainda Manuel Alegre, que acusou a “direita fundamentalista” de querer “fazer um ajuste de contas com o que resta do Estado Social, um ajuste de contas com a própria História”. “Para esta direita revanchista”, disse, “nós somos o lado mau e subversivo da História: olham para nós e vêem os conjurados de 1640, a revolução liberal, o 5 de Outubro, o anti-fascismo, a descolonização, o 25 de Abril, a Constituição da República Portuguesa. É com todo este lado da História que eles querem ajustar contas.” “Se o PS ganhar”, afirmou ainda, “o 5 de Outubro e o 1º de Dezembro voltarão a ser feriados nacionais. Se a direita ganhasse, é muito possível que eles suspendessem dois outros feriados de que não gostam: o 1º de Maio e o 25 de Abril.”

“Temos uma certa ideia de Portugal, uma visão da liberdade inseparável da igualdade”, continuou Manuel Alegre, que lembrou: “A direita não desperdiça os votos. Faço um apelo a todos os que amam a democracia, o Estado social, o 25 de Abril, para que não desperdicem os seus votos.” Criticando o facto de os outros partidos à esquerda criticarem sobretudo o PS, Manuel Alegre foi muito claro: “Nós não nos enganamos de inimigo!”

“Temos de lutar para vencer, não pelo poder em si, mas em nome de uma outra visão da História, da política e de Portugal. E também de uma outra visão da Europa, uma Europa de iguais de não de senhores e servos” defendeu Alegre, constantemente aplaudido pela multidão, que por vezes nem o deixava acabar as frases, interrompendo com estrondosos aplausos e clamando “PS, PS!”.

“Temos de vencer pelos que mais precisam, vencer em nome do Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública, dos direitos dos trabalhadores e dos nossos filhos e netos que estão a ser empurrados para a emigração; vencer pelos direitos das mulheres e pela revogação da lei vergonhosa que contra elas a direita aprovou; vencer em nome da Segurança Social pública, no respeito pelos salários e pelas pensões de quem trabalha; vencer em noma da tolerância e da liberdade, que será uma palavra vazia se despida do seu conteúdo social” afirmou Manuel Alegre, recordando as grandes bandeiras do PS neste momento crucial das nossas vidas.

“Só o PS e António Costa”, concluiu, “estão em condições de derrotar o país. “O PS não tem medo. O PS não cede a chantagens nem a sondagens. O PS não se rende. Vamos à luta, vamos à vitória, vamos dar-lhes uma lição de democracia nas urnas no próximo dia 4 de Outubro!”