"Sobretudo nas horas em que tudo / de repente se esvazia / e pesa mais que tudo esse vazio / ... / é precisa (mais que tudo) a poesia."
Manuel Alegre
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Alegre ao jornal i sobre a vitória de Corbyn:
“É o funeral do blairismo e o renascer dos valores socialistas”
14-09-2015 jornal i, excerto

“Eu estou contente. Se fosse inglês teria votado no velho Corbyn. Ou novo Corbyn”, diz Manuel Alegre ao i, para quem a vitória do homem que sempre se opôs ao “New Labour” de Tony Blair “é uma resposta de esperança ao radicalismo ideológico da direita e ao poder hegemónico do capital financeiro”.

Jeremy Corbyn, o mais radical dos trabalhistas, esmagou os adversários e sucedeu a Ed Milliband – derrotado nas eleições gerais com uma agenda socialista moderada – recuperando quase todas as velhas bandeiras do Labour. É uma espécie de revolução no Reino Unido, ao ponto do novo líder dos trabalhistas ter sido logo ontem acusado pelo primeiro-ministro David Cameron de “ameaça à segurança nacional, à nossa segurança económica e à segurança das vossas famílias”.
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Alegre afirma, em declarações ao i, que os quase 60% com que Corbyn venceu as eleições internas do Partido Trabalhista significam “o funeral do blairismo e das ilusões pérfidas da terceira via” e “o renascer dos valores do trabalhismo britânico e do socialismo”.
Pode o resultado de Corbyn ter efeitos para lá do Reino Unido? Alegre responde: a vitória de Jeremy Corbyn significa “o renascer dos valores do trabalhismo britânico e da ideia socialista no Reino Unido e sabe-se que o Reino Unido teve sempre grande influência. As revoluções no Reino Unido foram sempre revoluções democráticas, pacíficas, mas quase sempre tiveram consequências no resto da Europa”.

"Gente com pele de galinha"
Alegre lembra que “a primeira grande revolução social do pós-guerra foi feita pelo partido trabalhista britânico. Fizeram o Serviço Nacional de Saúde, fizeram a Segurança Social pública, um extraordinário programa de habitação que acabou com as barracas de miséria em Londres, nacionalizaram os sectores estratégicos da economia”.

Para o ex-candidato presidencial, esta vitória “é uma grande lição ao dogmatismo ideológico da direita e sobretudo a este poder absoluto do capital financeiro na Europa e no mundo”. Perante tão esmagadora vitória, Alegre admite que “é natural que haja por aí muita gente com pele de galinha”.

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