"A grande poesia não cabe num tweet"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre discursando na Convenção do PS no Coliseu em Lisboa
Manuel Alegre discursando na Convenção do PS no Coliseu em Lisboa
Manuel Alegre na Convenção do PS em Lisboa
Portugal precisa que o PS ganhe as eleições
06-06-2015

"António Costa e o PS têm uma oportunidade única para mudar Portugal e ajudar a mudar a Europa" disse Manuel Alegre na Convenção do PS, onde começou por afirmar: “Não venho aqui dizer que já ganhámos as eleições, venho dizer que Portugal precisa que o PS ganhe as eleições”. Mas para isso é preciso “libertar a linguagem política” ocupada pela ideologia da direita neo-liberal, assumir a tradição e identidade dos socialistas e “mais do que nunca, estar ao lado dos que mais precisam”.
Leia o discurso na íntegra AQUI
Veja um excerto do discurso AQUI

Numa intervenção inúmeras vezes interrompida por aplausos, Alegre explicou que “as eleições na Europa não estão fáceis para os socialistas”, pois “se o muro de Berlim caiu em cima dos comunistas, a Europa de Maastricht e da austeridade, como previram entre outros Natália Correia e Miguel Torga, está a cair em cima dos socialistas”.

Alegre reivindicou o legado do PS na democracia portuguesa, apelando à autenticidade dos socialistas: “Não temos que andar disfarçados nem a falar uma linguagem que não é a nossa. Não vamos falar tecnocratês, vamos falar português, vamos falar socialista.”

Implacável com a maioria de direita que acusou de, com a protecção e cumplicidade de Cavaco Silva, ter violado repetidamente a Constituição e ter posto “Portugal de joelhos”, Alegre disse que “devemos falar à razão e ao coração de todos os portugueses que não se conformam com este estado de coisas”, “dos eleitores do PCP e do BE à sociedade civil e aos cidadãos de movimentos cívicos e partidos emergentes”. Criticou também aqueles, à esquerda, “para quem o PS – e não a direita – continua a ser o inimigo”, insistindo: “Devemos discutir com aqueles que na esquerda não querem discutir.”

Manuel Alegre apelou a António Costa para estar nesta campanha “com calor e de mãos inteiras”, citando o poeta Orlando da Costa. Foi com a sala a aplaudir de pé que deixou o seu desafio final: “Vamos libertar a linguagem política, ocupada pela ideologia dos nossos adversários”, pois “é preciso dizer o que tem de ser dito para fazer o que tem de ser feito”.