"A grande poesia não cabe num tweet"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre à Lusa sobre a expulsão de militantes do PS de Coimbra:
"Apetece-me pedir que me expulsem também a mim"
19-07-2014 com Lusa

"Apetece-me pedir que me expulsem também a mim, porque não me sinto bem num partido regido por métodos inquisitoriais e estalinistas, que põem em causa a sua natureza de partido da liberdade”, afirmou Manuel Alegre à Lusa, depois de ter tomado conhecimento da expulsão do PS dos investigadores universitários Pedro Bingre e Elísio Estanque e do antigo presidente do União de Coimbra, Júlio Ramos, um dia depois de a ex-coordenadora da secção da Sé Nova do PS-Coimbra, Cristina Martins, também ter sido expulsa deste partido.

“Faço um apelo ao secretário-geral do PS e a todos os dirigentes históricos do PS para que atuem no sentido de pôr fim a este delírio persecutório, que não é tradição do PS", afirmou Manuel Alegre, frisando: "Elísio Estaque e Pedro Bingre são dois dos mais ilustres intelectuais de Coimbra e do país e Júlio Ramos é uma grande figura da cidade. Em 2006, candidatei-me à Presidência da República apoiado pelo Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC), do qual sou presidente do Conselho de Fundadores, e contra o candidato oficial do PS, mas não fui expulso do PS", observou o ex-candidato presidencial.

Nas últimas eleições autárquicas, Pedro Bingre, Elísio Estaque e Júlio Ramos apoiaram um movimento independente que concorreu à Câmara Municipal de Coimbra. Quanto a Cristina Martins, a expulsão surge na sequência da denúncia que fez de irregularidades no processo eleitoral interno, sobre as quais os órgãos do partido não actuaram.

"Não faz sentido”, concluiu Manuel Alegre, “que, num momento em que o PS prepara eleições primárias" abertas a simpatizantes "estejam a ser tomadas atitudes contraditórias com este sinal de abertura à sociedade".