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Senadores querem solução rápida de Seguro para a crise no PS
20-06-2014 com DN

Jorge Sampaio, Manuel Alegre, Almeida Santos e Vera Jardim vieram pedir "uma rápida clarificação" para a "actual situação interna" do partido, para que o PS tenha "condições de exercer as suas responsabilidades", através de uma declaração escrita emitida ontem. Na declaração, os quatro subscritores, "sem pretenderem ultrapassar os órgãos nacionais", apelam para a necessidade de "um clima de respeito mútuo, como é tradição no PS". "O debate interno é desejável", afirmam, mas "não pode arrastar-se tanto que suspenda o papel do PS no debate democrático nacional", concluindo que "um partido não existe para si mesmo. A prioridade é sempre Portugal."

Recordamos que Jorge Sampaio foi líder do PS entre 1989 e 1991 e Presidente da República de 1996 a 2006, Manuel Alegre é Conselheiro de Estado e foi candidato presidencial em 2006 e 2011, António Almeida Santos foi Presidente da Assembleia da República de 2005 a 2009 e é Presidente Honorário do PS e Vera Jardim foi deputado durante sete legislaturas e Ministro da Justiça de 1995 a 1999.

Declaração

A grave situação do país precisa de um PS em condições de exercer plenamente as suas responsabilidades como principal partido da oposição, tendo em vista a criação de uma alternativa política capaz de mobilizar os portugueses para um novo ciclo com mais esperança, solidariedade e coesão social.

A actual situação interna do PS exige uma rápida clarificação, por forma a que o seu excessivo prolongamento não venha prejudicar a responsabilidade nacional do partido e a enfraquecer ainda mais a nossa já debilitada democracia.

Por isso, os signatários sem pretenderem ultrapassar os órgãos nacionais, apelam a que os socialistas não se enganem de adversário e a que o debate se faça num clima de respeito mútuo, como é tradição do PS. Apelam também ao espírito de diálogo no sentido de ser encontrada uma solução mais rápida e compatível com as urgências do país. O debate interno é desejável, mas não pode arrastar-se tanto que suspenda o papel do PS no debate democrático nacional. Um partido não existe para si mesmo. A sua prioridade é sempre Portugal.

António Almeida Santos
Jorge Sampaio
Manuel Alegre
José Vera Jardim

Lisboa, 19/06/2014