Descobrir não é criar. Chegámos sempre ao que, antes de nós, já lá estava. Mas em cada chegada aconteceu uma dupla descoberta: a dos outros por nós e a de nós próprios pelos outros.
Manuel Alegre
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Manuel Alegre, na Convenção Nacional do PS em Lisboa:
"Nós não celebramos a saída da troika, que continua cá dentro"
17-05-2014

Manuel Alegre afirmou, na Convenção Nacional do PS, que “é hora de mudança e de ruptura democrática”, na Europa e em Portugal. “Ruptura com esta política, com esta subserviência, com este desprezo por Portugal e pelos portugueses”, insistiu, questionando-se: “O que é que a direita está a festejar? Está a festejar a pobreza? Está a festejar o desemprego? Está a festejar a fome a que estão sujeitas muitas famílias? É isso que estão a festejar? Um país mais deprimido e mais pobre? Nós não celebramos a falsa saída da ‘troika’ que continua cá dentro com a cara do Primeiro Ministro e do governo PSD-CDS", disse Manuel Alegre, cuja intervenção levantou a plateia em aplausos.
Veja a intervenção de Manuel Alegre na íntegra AQUI

Manuel Alegre criticou duramente aquilo que considerou ser “uma deriva tecnocrática, burocrática e autoritária, que faz das instituições europeias instrumentos servis do poder financeiro e dos mercados contra a própria Europa, contra os Estados e contra as nações economicamente mais frágeis como Portugal”, afirmando sem complexos que “sou europeu porque sou português” e que “o meu europeísmo é determinado no pela razão do nosso Estado e pela defesa dos interesses de Portugal.”

Lembrando que “sem o PS não haveria nem esta democracia nem esta Constituição", Manuel Alegre considerou que "sem o PS não haverá alternativa democrática”, acrescentando: “O PS, podem estar descansados, não é nem será o terceiro partido da direita, como parece desejar uma certa esquerda", acrescentou.

Respondendo aos que atacam o PS de “despesismo”, Alegre contra-atacou: “Despesismo tem havido muito: no BPN, na protecção ao sistema bancário, nos lucros que bancos e multinacionais têm retirado do nosso empobrecimento imposto”. E deixou um apelo: “Vamos comprometer-nos a lutar contra estas desigualdades que foram agravadas a um extremo que julgávamos já não ser possível. Vamos lembrar que não há igualdade sem liberdade mas também não há liberdade sem igualdade. Este é um princípio fundamental do socialismo democrático.”

“A questão essencial neste momento é fazer renascer a esperança. E a esperança faz-se renascer com paixão e convicção, apontando outro horizonte e outro caminho – porque não há só um caminho”, afirmou já no final da sua intervenção, concluindo: “A mudança em Portugal e na Europa tem de começar, aqui e já, nas próximas eleições. Tem de começar com a vitória do Partido Socialista.”