"Se publicasse as memórias, lá apareceria o Kurika como companheiro"
Manuel Alegre
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Numa sessão em defesa da Constituição em Coimbra
Manuel Alegre apela à trasladação de Salgueiro Maia para o Panteão Nacional
21-01-2014 com Lusa

Manuel Alegre apelou hoje, em Coimbra, a todos os deputados para que aprovem a trasladação do corpo do capitão de Abril Salgueiro Maia para o Panteão Nacional, no âmbito do 40.º aniversário do 25 de Abril. A trasladação seria a "homenagem nunca prestada" ao "herói e símbolo do 25 de Abril Salgueiro Maia", afirmou Manuel Alegre, durante o seu discurso na "sessão cívica em defesa da Constituição, da democracia e do Estado social", que teve lugar, ao final da tarde de hoje, no auditório da reitoria da Universidade de Coimbra.
Veja a intervenção de Manuel Alegre AQUI

No encontro, em que participaram cerca de meio milhar de pessoas, também falaram José Dias, do Movimento Cidadãos por Coimbra, o antigo deputado do CDS Ferreira Ramos, a bloquista Catarina Isabel Martins, o comunista Jorge Gouveia Monteiro, o social-democrata Jaime Ramos e o fundador do Serviço Nacional de Saúde António Arnaut, que presidiu à sessão.

Manuel Alegre, num outro momento da sua intervenção, sublinhou que, caso não se assista ao "regresso da transparência, à reposição do princípio da igualdade entre os estados democráticos e ao restabelecimento do método democrático", a possibilidade de um "salto federal na Europa" seria "uma precipitação, um salto no escuro, ou talvez no abismo".

Detendo-se sobre a crise portuguesa, Alegre afirmou que "nenhum programa de ajustamento se destina a acertar as contas públicas, mas a empobrecer o país", defendendo que "a 'troika' é um braço armado do Governo, que tenta demolir o Estado social". Face à situação que se vive em Portugal, defendeu que "tudo justificaria a intervenção do Presidente" e a convocação de "eleições antecipadas".

O antigo candidato à Presidência frisou que, "se se destroem os direitos sociais, destroem-se os direitos políticos", sublinhando que o Estado social e a Constituição da República "não são propriedade ideológica de ninguém". A Constituição é "vista como um empecilho", assim como o Tribunal Constitucional, o qual "é atacado" pelo Governo, criticou Manuel Alegre.

"Não temos ninguém que nos defenda, a não ser a nossa consciência", num momento em que se observa "um capitalismo sem ética nem regra" e um Governo que "trata os portugueses como inimigos", declarou. Por isso, a política precisa, "mais do que nunca, de ter risco, coragem e ousadia".