"Sobretudo nas horas em que tudo / de repente se esvazia / e pesa mais que tudo esse vazio / ... / é precisa (mais que tudo) a poesia."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre à SIC Notícias:
“Com outro Presidente não teríamos a crise de regime que estamos a ter”
20-11-2013 Sic Notícias

“Com outro Presidente não teríamos a crise de regime que estamos a ter” afirmou Manuel Alegre à SIC Notícias, em entrevista de Ana Lourenço. Recordando Jorge Sampaio e Mário Soares, Alegre afirmou que “qualquer um dos presidentes anteriores já teria resolvido isto” e que “eleições antecipadas seria a solução”. “O país está em risco”, disse ainda, acrescentando: “Quando os que devem defender a Constituição e a democracia não o fazem, há sempre portugueses que o fazem”, pois “o que está em causa não é só a democracia, é a Pátria, no seu sentido mais nobre.”
Veja a intervenção de Manuel Alegre AQUI

Alegre considerou “gravíssimo” o facto de “o processo democrático na Europa estar suspenso”. “Não sabemos perante quem responde a troika. Presta contas a quem?” interrogou. “Já vimos que esta receita está errada”, continuou: “É preciso mudar a atitude perante a troika. Não entrámos na Europa para ser escravos.”

Manuel Alegre alertou para o risco em que o país se encontra. “Se se fecham todas as portas e todas as saídas democráticas, vamos por muito mau caminho”, disse, sublinhando que o encontro na Aula Magna em defesa da Constituição que vai ter lugar amanhã “tem uma função de mobilizar e apontar caminhos”. Nomeando várias personalidades de diversos quadrantes que estarão presentes no encontro, comentou que “nenhum partido seria capaz de juntar esta diversidade de pessoas, com um consenso tão grande em relação ao essencial, que é a democracia”.

Referindo-se em especial ao general Pinto Ramalho, cuja presença considerou “um acto de coragem”, lembrou que “as pressões que são feitas sobre o TC”, nomeadamente as do FMI e de Durão Barroso, bem como o facto de “ninguém garantir o Estado de Direito, agindo de acordo com a Constituição”, constituem neste momento “uma preocupação comum a muitos portugueses”. “Este governo está a atingir órgãos que desempenham funções de soberania fundamentais”, incluindo forças armadas, ministério dos negócios estrangeiros, juízes, tribunais, disse ainda.

Comentando recentes declarações no sentido da demissão de Cavaco Silva, Manuel Alegre afirmou: “O que peço ao PR é que não se demita das suas funções nem de cumprir o juramento que fez”.