"Sobretudo nas horas em que tudo / de repente se esvazia / e pesa mais que tudo esse vazio / ... / é precisa (mais que tudo) a poesia."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre critica Presidente por ter prolongado a crise desnecessariamente
20-07-2013 com Lusa

Manuel Alegre criticou o Presidente da República por ter “prolongado desnecessariamente” a crise com a sua "solução abstrusa" e por não ter usado os seus poderes constitucionais. “Agora, se calhar", acrescentou, “o disco tocou e vai voltar ao mesmo”: ou o Presidente “aceita este Governo e a remodelação - e esse desafio já foi feito por Passos Coelho - ou então convoca eleições antecipadas, que é o normal em democracia".

Alegre apoiou a atitude de Seguro, considerando que "ele agiu como líder do partido, com toda a independência, e cumpriu aquilo que disse, que agiria de acordo com as propostas do partido, com aquilo que o partido tinha defendido, com os valores e princípios do PS".

À margem da apresentação da candidatura autárquica do PS à freguesia do Lumiar, em Lisboa, Alegre afirmou que a actual crise governamental " é “um problema do Presidente” e “um problema do país” e “com estes dias todos, agravou-se a crise e prolongou-se desnecessariamente”.

Manuel Alegre lamentou que o Chefe de Estado não tenha exercido os poderes constitucionais que estavam ao seu alcance e reconheceu ser "uma grande verdade" que à esquerda "as coisas também não funcionam bem", após as tentativas de entendimento entre PS, BE e PCP também não terem dado frutos. "Os partidos não têm as mesmas responsabilidades.” O Presidente “quis meter no mesmo saco partidos com responsabilidades diferentes”. Para Manuel Alegre, quem tem a responsabilidade desta crise é o PSD e CDS-PP, os partidos da coligação, e não o PS.