"Sobretudo nas horas em que tudo / de repente se esvazia / e pesa mais que tudo esse vazio / ... / é precisa (mais que tudo) a poesia."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre denuncia:
PR não pode tutelar a democracia
11-07-2013 com Lusa

Manuel Alegre criticou hoje o Presidente da República por tentar "tutelar a democracia", procurando forçar entendimentos e condicionar a realização de eleições, e salientou que o PS tem de preservar a sua autonomia estratégica. Na perspetiva do membro do Conselho de Estado, “o Presidente da República ainda tornou mais confusa a situação”, ao anunciar eleições legislativas a prazo para não fazer eleições agora, em setembro, tendo feito uma comunicação ao país "em que são mais as dúvidas do que a clareza", numa conjuntura em que PSD e CDS "são os responsáveis" pela atual crise política. Quanto ao diálogo, Alegre defendeu que “o PS deve dialogar com todos e, sobretudo, com os partidos à sua esquerda, o PCP e o Bloco de Esquerda”.

"O Presidente da República não deu ao PSD e CDS um voto de confiança, mas também não os fez sair do Governo. Esse é o resultado concreto: o Governo mantém-se em funções, apesar de o PSD e CDS serem os responsáveis pela crise", considerou Manuel Alegre, para quem Cavaco Silva "não pode meter todos os partidos no mesmo saco, porque o PS, o PCP, o Bloco de Esquerda e 'Os Verdes' não têm qualquer responsabilidade na atual situação".

"O Presidente da República também não pode condicionar a realização de eleições daqui a um ano a um acordo com o PS, porque isso é tentar tutelar a democracia e sobrepor-se à expressão da vontade popular. Por outro lado, o Presidente da República deixou uma ideia que não se sabe bem qual é, uma espécie de ameaça: Um (Mário) Monti português à frente do Governo, uma solução presidencial? O Presidente da República ainda tornou mais confusa a situação", considerou Manuel Alegre, antes de defender a realização de eleições legislativas antecipadas.

Para Manuel Alegre, o PS esteve "bem ao recusar integrar um Governo antes da realização de novas eleições legislativas". "Quanto ao ponto sobre o diálogo, penso que deve envolver todas as forças políticas. O PS deve dialogar com todos e, sobretudo, com os partidos à sua esquerda, o PCP e o Bloco de Esquerda", defendeu. Neste ponto, Alegre deixou mais uma crítica ao chefe de Estado: "O Presidente da República não pode dizer com que partidos se deve dialogar, nem pode obrigar nenhum partido a fazer compromissos". "Mais uma vez, como em outras circunstâncias históricas, o PS tem de manter a sua autonomia política e estratégica", concluiu Manuel Alegre.