"Sobretudo nas horas em que tudo / de repente se esvazia / e pesa mais que tudo esse vazio / ... / é precisa (mais que tudo) a poesia."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre comenta crise política:
“Há uma grande irresponsabilidade, o governo já caiu, o PR tem de convocar eleições”
02-07-2013 com Lusa

Manuel Alegre afirmou hoje que “o Governo já caiu”, considerando que “há uma grande irresponsabilidade da parte dos dirigentes dos partidos da coligação” e que o Presidente da República “tem que exercer os seus poderes constitucionais, dissolvendo a Assembleia da República e convocando a realização de eleições antecipadas”. Sobre a demissão de Paulo Portas, acrescentou: “Das duas, uma: ou é a sério” e não pode considerar-se “como um acto individual de um ministro, mas como um acto que envolve um partido de coligação, o CDS, e isso implica a queda do Governo” ou “é um faz de conta e isto é uma comédia trágica para o país”.

“Há uma grande irresponsabilidade da parte dos dirigentes dos partidos da coligação. Daqueles que se demitiram e agora da parte do senhor primeiro-ministro que está a procurar passar a responsabilidade da queda do Governo para o CDS, está a tentar encostar o CDS à parede”, disse Manuel Alegre à agência Lusa, depois de Passos Coelho ter anunciado que não pediu a exoneração do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, apesar do pedido de demissão de Paulo Portas.

Na opinião de Manuel Alegre, “só há uma solução, que é devolver a palavra ao povo”, defendendo que Cavaco Silva “tem que exercer os seus poderes constitucionais, dissolvendo a Assembleia da República e convocando a realização de eleições antecipadas”.

“Seria mais decente, seria mais claro e seria mais transparente”, afirmou, “que o senhor primeiro-ministro assumisse as suas próprias responsabilidades e, depois da demissão do ministro Vítor Gaspar, do conteúdo da carta do ministro Vítor Gaspar e da demissão de Paulo Portas, concluísse que as condições de governabilidade tinham chegado ao fim e portanto apresentar a sua demissão”.

Manuel Alegre expressou a sua indignação, afirmando que “isto por um lado é cegueira política, por outro lado é obstinação”. “Isto não é sentido de Estado, é obstinação e é a tentativa de responsabilizar o Dr. Paulo Portas e o CDS pela eventual queda do Governo, que eu acho que é inevitável. Por muito que o Presidente da República se esforce por evitar o inevitável, a queda deste Governo já aconteceu, o Governo já caiu”, reiterou. Só há uma leitura possível, para Manuel Alegre: “ Já não há condições de manter esta coligação, já não há condições de governabilidade com estes dois partidos e portanto é preciso convocar eleições antecipadas.”

“Das duas, uma: ou a demissão do Dr. Paulo Portas é a sério e então não pode considerar-se apenas como um acto individual de um ministro, mas como um acto que envolve um partido de coligação, o CDS, e isso implica a queda do Governo. Se não, é um faz de conta e isto é uma comédia trágica para o país”, verberou.