(...) ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste / e em cada rua deserta / ainda resiste.
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em entrevista a Judite de Sousa na tvi24
"Portugal é um país que me dói muito"
16-04-2013 com tvi 24

Em entrevista à TVI24, a propósito do seu novo livro "Tudo É e não É", Manuel Alegre confessou que neste momento “Portugal é um país que me dói muito". Muito crítico de uma "Europa germanizada" e da necessidade de um Plano B, o escritor não tem dúvidas de que «este Governo está completamente esgotado” e afirmou: «Não peçam consenso ao PS para colaborar na destruição do Estado social».
Veja a entrevista integral AQUI

Nesta entrevista, de mais de 50 minutos, Alegre reiterou: "Não estou reformado da cidadania, não estou reformado da intervenção cívica, nem da intervenção política, nem do meu sentimento patriótico, nem de ser um homem de esquerda, nem de ser um socialista e um democrata.” "Ou isto muda, disse, ou, se a estratégia é empobrecer o país, aumentar o desemprego, retirar direitos sociais, vai haver grandes sarilhos", alertou, recordando, como dizia Teixeira de Pascoaes, que este é "um país quietinho", mas de repente “dá um salto”.

Para Manuel Alegre, “as manifestações têm sido pacíficas, mas o desespero é mau conselheiro”. Alegre lembrou que a política é uma relação de forças e, numa referência à posição de Portugal perante a Europa, reafirmou: “De joelhos não se vai lá”. “Eu quero honrar compromissos, mas não quero desonrar o meu país”, disse ainda, insistindo: “Não quero dar cabo do meu país, arrasar o futuro dos meus filhos e dos meus netos”.