"Se publicasse as memórias, lá apareceria o Kurika como companheiro"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre à Lusa:
"Nem Salazar se atreveu a tocar no feriado de 5 de Outubro"
15-12-2011 com Lusa

"Um país é feito de símbolos e datas como o 1º de dezembro ou o 5 de outubro fazem parte da nossa identidade. Nem Salazar se atreveu a tocar no 5 de outubro", afirmou Manuel Alegre à Lusa, acusando o Governo de pretender pôr em prática "uma medida ideológica e revanchista, sobretudo contra o 5 de outubro". "Trata-se também de uma medida contra um direito que o povo português conquistou, que é o direito ao lazer, o direito a gozar os seus feriados. Nós não somos escravos", afirmou.

Interrogado se aceita em contraponto a extinção de alguns feriados religiosos, o ex-dirigente socialista manifestou uma posição menos fechada, considerando no entanto intocáveis feriados como o Natal ou Páscoa. "Considero que a extinção de feriados não resolve problema nenhum de competitividade. O que resolve a competitividade é qualidade da educação ou a organização do trabalho", contrapôs.

Em relação aos feriados religiosos, Alegre vincou ainda que Portugal "é um país de maioria cristã". "Portanto, é natural que alguns deles se mantenham. Mas Portugal não tem muitos feriados cívicos - e ainda falta o da fundação de Portugal com a batalha de São Mamede. Era o que faltava agora colocar-se em causa feriados como o 5 de outubro, o 1º de dezembro, o 25 de abril ou o 1º de maio", acrescentou.

Recorde-se que Manuel Alegre subscreveu uma petição contra a extinção dos feriados do 1º de Dezembro, do 5 de Outubro e do 25 de Abril, lançada recentemente por um mpovimento cívico a partir de Coimbra.