(...) ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste / e em cada rua deserta / ainda resiste.
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em entrevista à SIC Notícias
“Ainda não se percebeu que este não é um ciclo normal”
21-11-2011

“Estamos perante uma aceleração da história”, disse Manuel Alegre em entrevista a António José Teixeira no Programa Portugal 2011, transmitido dia 19 e retransmitido dia 21. “Às vezes parece, explicou, que certos políticos não percebem que isto não é um ciclo normal”. “Pensam que haverá eleições daqui a 4 anos, mas daqui a 40 dias pode estar tudo empandeirado”, alertou.

Recordando o seu percurso de resistente e combatente da liberdade, Alegre confessou que ainda hoje, com 75 anos, tem “o sentido da urgência”. Por isso manifestou o seu inconformismo perante o rumo da Europa e em particular perante as responsabilidades históricas do socialismo e da social-democracia europeia. Citando o exemplo de Roosevelt nos EUA e de Fernando Henriques Cardoso e Lula da Silva no Brasil, Alegre mostrou que o pagamento de melhores salários e de prestações sociais foi nesses casos essencial para sair da crise e garantir o desenvolvimento. O ex-candidato presidencial defendeu um novo caminho na Europa, com uma refundação do Banco Central Europeu, criticando o papel da Alemanha e lembrando que “se há formigas alemãs é porque há cigarras do sul” a quem a Alemanha vende os seus excedentes. Manuel Alegre não deixou de se insurgir contra o consumismo que levou ao excesso de endividamento privado e público.

Num registo mais pessoal e a partir de um texto seu intitulado “Quase um auto-retrato”, Manuel Alegre recordou a figura do pai, cujos valores e desprendimento perante as ambições pessoais elogiou. “O destino do homem é uma pergunta sem resposta”, confessou no final do programa, assumindo que desde sempre sentiu a transitoriedade da vida e a passagem inexorável do tempo. Mais do que uma resposta, concluiu, “a arte é uma pergunta constante”.

Veja o texto “Quase um auto-retrato” AQUI