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Manuel Alegre
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Manuel Alegre em Coimbra:
“A nossa democracia está diminuída porque a nossa soberania é limitada”
27-05-2011

Manuel Alegre esteve esta noite em Coimbra para participar na campanha eleitoral do Partido Socialista. Numa intervenção muito aplaudida, Manuel Alegre alertou para o risco de desagregação da Europa, enquanto projecto político e de civilização. “O combate que travamos neste momento em Portugal é parte integrante de uma batalha pelo futuro da Europa” sublinhou, explicando que “a nossa democracia está hoje diminuída porque a nossa soberania é limitada”. “A ruína do euro”, disse ainda, “significaria o desabamento de uma estrutura que só pode ter como cimento a solidariedade e a prosperidade partilhada.”
Veja o discurso na íntegra AQUI

“Impressiona-me o nível de provincianismo mental perante os desafios que enfrentamos” confessou Manuel Alegre, insistindo: “Portugal é um Estado democrático europeu que transferiu, ao longo dos últimos anos, boa parte da sua soberania para a UE.” “A gestão desta crise das dívidas soberanas”, denunciou, “tem sido uma tragédia: parece que estamos de regresso aos egoísmos nacionalistas – sobretudo dos mais poderosos – que conduziram a Europa à desgraça no século XX.”

“Esta é talvez a hora da mudança se fazer, não do centro para a periferia, mas da periferia para o centro”, afirmou ainda Manuel Alegre, defendendo a necessidade de os socialistas europeus se unirem e manifestando a sua solidariedade para com a Grécia, pois "não pode haver Europa sem a Grécia." "Claro que os especuladores e os mercados financeiros não pensam em Aristóteles ou Platão, nem em Homero ou Dante, nem em Cervantes ou Camões. O culto deles é o bezerro de ouro", concluiu, por entre muitos aplausos.

“A nossa direita é insaciável” criticou Manuel Alegre, explicando: “Já não lhes chega o programa da troika. Querem mais: privatização da Caixa Geral de Depósitos, privatização das Águas de Portugal, e, sobretudo, privatização da saúde, da educação e da segurança social.”

Alegre fez questão de tornar muito clara a sua posição quanto à estratégia futura do PS: “O PS vai a estas eleições para ganhar, como sempre fez, ao longo da sua história na nossa democracia. Mas se perder – espero que não – mas se for essa a vontade do povo, deve ir para a oposição. O PS não pode, como já disse, ser pau-de-cabeleira de um governo desta direita, que é a direita mais radical que vimos desde o 25 de Abril.”