"Não gosto de engenharias sociais ou artificiais messiânicas"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre sobre o programa de ajustamento:
“É preciso saber para onde vai o dinheiro, se para a economia se para a banca”
04-05-2011 com Lusa

Manuel Alegre considerou positivos os aspectos do acordo com a troika ontem divulgados pelo governo, mas salientou que “é preciso saber para onde vai o dinheiro”, se vai para a economia ou se vai para banca. Manuel Alegre insistiu ainda na necessidade de “uma justa distribuição dos sacrifícios”.

“É importante que grande parte do dinheiro se destine à recuperação da economia, nomeadamente às políticas de crescimento e de emprego, e não à banca” afirmou Manuel Alegre em declarações à Lusa, tendo acrescentado que “é preciso também que haja linhas de crédito de apoio às exportações, porque o país tem de sair da recessão”.

Para Manuel Alegre, “dentro de um facto negativo, que foi a necessidade de Portugal recorrer à ajuda externa”, é globalmente positivo que o acordo tenha preservado “a gratuitidade do Serviço Nacional de Saúde, a escola pública, a segurança social pública e a manutenção no Estado da Caixa Geral de Depósitos”. “Estas são questões essenciais para toda a esquerda e provam que não é indiferente um Governo ser socialista ou do PSD”, sustentou.

Ressalvando que nem todos os pontos do programa de ajustamento aprovado são conhecidos, Alegre também considerou positivo que “não se toque nas pensões mínimas, no salário mínimo, nem novamente nos salários da função pública”, mantendo-se os vencimentos dos 13º e 14º mês. Porém, segundo Manuel Alegre, “quando o acordo prevê um corte nas pensões acima dos 1500 euros, impõe-se agora uma justa distribuição dos sacrifícios”. “Têm de se impor limites aos salários dos gestores públicos”, apontou, antes de deixar uma segunda advertência, esta sobre o destino a dar aos 78 mil milhões de euros de auxílio financeiro.

“É importante que grande parte do dinheiro se destine à recuperação da economia, nomeadamente às políticas de crescimento e de emprego, e não à banca. É preciso também que haja linhas de crédito de apoio às exportações, porque o país tem de sair da recessão”, acrescentou.