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Manuel Alegre à TSF:
Alegre diz que é preciso «coragem» para fazer a paz
23-03-2011 Helena Vieira, TSF

Manuel Alegre defende que é preciso mais coragem para fazer a paz do que a guerra, apelando a um consenso entre os partidos. O socialista criticou ainda a postura de Cavaco Silva.
Em declarações à TSF esta quarta-feira, dia em que é votado o novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), cujo chumbo pode levar à demissão de José Sócrates, Manuel Alegre começou por dizer que Cavaco Silva «devia fazer um apelo para que houvesse um diálogo, um consenso e um compromisso», evitando à iminente antecipação das eleições.
Oiça a entrevista de Helena Vieira à TSF AQUI

O antigo candidato à Presidência da República criticou Cavaco Silva por ter feito um discurso que «estimulou a crise» na sua tomada de posse e considerou que os partidos «tendem a colocar o interesse partidário imediato acima do interesse nacional».

O histórico socialista alertou que uma crise política neste momento torna «muito frágil» e precária a situação do país e, citando Jorge Sampaio, acrescentou que Portugal está numa «situação de emergência nacional».

«Se este PEC 4 contém medidas duras para os portugueses, a verdade é que a seguir vêm medidas muito mais duras, porque o resgate do FMI (Fundo Monetário Internacional) significa que irão», por exemplo, «baixar o salário mínimo nacional e despedir mais funcionários públicos», advertiu.

Na opinião de Alegre, «é preciso que os outros partidos, nomeadamente o PSD», apresentem a sua solução alternativa.

Para o antigo deputado, «esta situação é fruto» da falta de coragem para o diálogo, considerando que é preciso «mais coragem para fazer a paz do que para fazer a guerra», a par de um «grande sentimento de responsabilidade nacional».

O cenário de eleições legislativas antecipadas não vai resolver «coisa nenhuma, mas abrir a porta para que o FMI» entre em Portugal, reforçou.

Alegre recusou a ideia de uma governo de iniciativa presidencial e alertou para um crescente descrédito da população relativamente aos partidos e às instituições.

O antigo candidato a Belém avisou ainda que Bruxelas e os mercados não devem esperar mais, mas antes «impor a necessidade de se pedir um resgate ou abrir a porta ao FMI».

O projecto de revisão constitucional apresentado pelo PSD, «que no fundo é um programa de governo», contém medidas que, conjugadas com a austeridade que é imposta pela Europa, vão tornar muito gravosa a situação dos portugueses», rematou.