"A grande poesia não cabe num tweet"
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Manuel Alegre acusa Cavaco de alterar a História
17-03-2011 João Céu e Silva e Manuel Carlos Freire, DN

O discurso de Cavaco Silva na cerimónia do 50º aniversário da guerra em África, terça-feira, irritou Manuel Alegre, que, ao DN, fez questão de considerar que a “exaltação da ‘Guerra do Ultramar’ nos termos em que a fez o Presidente da República é contrária ao espírito e à letra da Constituição”.

O ex-candidato presidencial vai mais longe e afirma que as palavras de Cavaco Silva vão contra “a Constituição que ele recentemente jurou cumprir e fazer cumprir”.

Esta é a primeira declaração pública de Manuel Alegre, após o acto eleitoral de 23 de Janeiro, momento desde o qual se remeteu ao silêncio político.

Manuel Alegre acusa também o Presidente de estar a fazer uma revisão da História e de não compreender as razões que obrigaram os jovens de então a participar no conflito: “Uma coisa é o respeito por todos os que foram à guerra, uns por convicção, muitos outros – a maior parte – obrigados e contrariados. Outra coisa, muito diferente, é a revisão da História.”

Para além de acusar o Presidente da República de estar a faltar à Constituição e de, em simultâneo, empreender uma revisão do passado, Manuel Alegre faz questão de lembrar ao Presidente que “esta República, para cuja Presidência foi reeleito, nasceu da luta contra a ditadura e contra a Guerra Colonial”. E, aconselha, que “é esta a memória e a pedagogia que um presidente deveria transmitir aos jovens”, em vez da que esteve na origem da polémica resultante das suas palavras no discurso do passado dia 15, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar.

Frases polémicas do PR
_“Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do País com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os
Jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na Guerra do Ultramar.”_

“É internacionalmente reconhecida a forma como foi concebida a estratégia da guerra e travados os combates, o que demonstra o esforço do País e dignifica a memória dos seus combatentes.”