"Se publicasse as memórias, lá apareceria o Kurika como companheiro"
Manuel Alegre
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foto de Luiz Carvalho
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Manuel Alegre na noite eleitoral:
“Em democracia não é vergonha perder, vergonha é fugir ao combate”
23-01-2011

“Em democracia não é vergonha perder, vergonha é fugir ao combate e não saber por que se luta” afirmou Manuel Alegre esta noite, após a divulgação dos resultados eleitorais. Garantindo que continuará a bater-se pelos direitos sociais, Manuel Alegre foi ovacionado de pé pelos apoiantes que o acompanhavam no Altis. “A derrota é minha, não é daqueles que me apoiaram.Tenho pena e peço-vos desculpa por não ter conseguido fazer melhor”, afirmou, com grande dignidade e saudando o PS, Bloco de Esquerda e demais partidos e movimentos cívicos que o apoiaram na corrida a Belém, assumindo que "não é pelos resultados que enjeito os valores pelos quais nos batemos". "O meu combate político será o mesmo de sempre, a liberdade, a democracia e os valores da esquerda", concluiu Manuel Alegre.
Veja a declaração de Manuel Alegre AQUI

“Assumo pessoalmente esta derrota. Rejeito qualquer comparação com outras eleições. Cada eleição tem a sua dinâmica própria”, disse Manuel Alegre, que rejeitou que o apoio dos partidos tenha falhado. “Quem falhou fui eu por não ter conseguido o resultado que pretendia. Aliás, todos os candidatos, a começar pelo vencedor, tiveram também menos votos. Isso em nada diminui a legitimidade da sua eleição”, declarou.

À pergunta dos jornalistas sobre se poderia ter sido prejudicado por ter o apoio do partido que está no executivo, Alegre garantiu que “não era candidato do Governo”. “Era um candidato que se apresentou por decisão pessoal e que foi apoiado depois pelo Partido Socialista, Bloco de Esquerda e outros partidos”, relembrou. Alegre lembrou ainda estar “nos combates do PS para o bem e para o mal”. “A riqueza e a força do PS é sermos um partido plural, onde há divergências e liberdade”, defendeu.

Na sala estavam presentes, entre os apoiantes, dirigentes do PS, incluindo José Sócrates e Almeida Santos, bem como do BE,do PCTP-MRPP e muitos independentes, que ovacionaram longamente a intervenção de Manuel Alegre, a quem ficam a dever mais uma lição de resistência, humildade democrática e grande dignidade pessoal.