"O funcionário que fez o meu BI quando regressei, não me perguntou a profissão, escreveu Poeta. Estou-lhe grato."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em Vila Real:
"Isto está a dar a volta para a segunda volta"
17-01-2011

“Isto está a dar a volta para a segunda volta”, disse Manuel Alegre esta noite perante uma sala cheia e entusiasta em Vila Real. “Há dias, em Coimbra”, contou, “perguntaram-me se eu me sentia bem a jogar em casa e, hoje, se não tinha receio de jogar fora de casa”. A resposta foi lapidar: “Todas as terras são a minha casa, porque todas as terras são a casa da democracia. Ninguém é dono de ninguém”. Manuel Alegre assumiu de novo esta noite o compromisso de lançar “um grande debate para encontrar uma solução política, económica e social para as regiões do interior e para combater a desertificação, essa forma terrível de desigualdade que mina a coesão nacional”, porque “não pode haver portugueses de primeira e portugueses de segunda”.

Manuel Alegre explicou mais uma vez com toda a clareza as diferenças entre o projecto progressista e democrático, que assume, e o projecto conservador e restauracionista representado por Cavaco Silva. “A tolerância é um valor muito importante num país onde em certas épocas se aplicou a caça à bruxas, o dogmatismo, o culto do medo”, disse Manuel Alegre, que garantiu: “Eu sou um homem da tolerância, mas não serei um Presidente complacente”. “Porque é muito fácil”, alertou, “num país como o nosso, com as más tradições que tem a direita portuguesa, resvalar para várias formas de autoritarismo, mesmo que se conserve a forma ou a caricatura da democracia”.

Referindo-se, entre muitos aplausos, a Miguel Torga, Manuel Alegre confessou ter aprendido com ele “o que é a cultura portuguesa, o que é o mar e a terra e também o que é o Reino Maravilhoso e por isso estou aqui.” “E considero que um dos mais graves problemas do nosso país é a interioridade e a desertificação”, disse. “A desigualdade territorial põe em causa a coesão nacional mas também é um factor de desigualdade social”, afirmou, explicando: “os jovens que hoje têm novas qualificações e que acabaram os seus cursos aqui nas terras do interior não têm as mesmas oportunidades que têm os jovens dos grandes centros urbanos. E isso é algo que não pode ser feito só pelas autarquias, isso é uma função do Estado, do país no seu todo”. Para Manuel Alegre, “não pode haver portugueses de primeira e de segunda. A igualdade é também isso, a coesão territorial”.

Alegre garantiu, se for eleito, que irá promover “um grande debate sobre a maneira de encontrar uma solução política, económica e social para as regiões do interior, para combater a desertificação, essa forma de desigualdade que mina a coesão nacional”.

Já no final do seu discurso, o candidato voltou a fazer vibrar a sala quando afirmou que nas eleições de domingo “não se trata de eleger Manuel Alegre, trata-se de eleger a democracia”, pois “todos aqueles que se reclamam dos valores da democracia, do Estado social são candidatos à Presidência da República”. Considerando que “esta é uma luta de vida e de morte para a nossa democracia tal como ela está na Constituição”, o candidato apelou a que “não deixem a direita ter o poder todo” e “destrua o grande sonho de tantas gerações”.

Manuel Alegre terminou exortando os presentes, que interromperam vivamente a sua intervenção com aplausos prolongados, a “realizar essa utopia que é derrotar Cavaco Silva”, apelando à luta e à mobilização de todos no próximo dia 23.

Antes do candidato, discursaram Ivo Oliveira, director da sua campanha no distrito, Fernando Rosas , deputado e dirigente do Bloco de Esquerda, e Alberto Martins, dirigente do Partido Socialista e Ministro da Justiça.