"O funcionário que fez o meu BI quando regressei, não me perguntou a profissão, escreveu Poeta. Estou-lhe grato."
Manuel Alegre
InícioManuel AlegreNotíciasAgendaOpiniãoPresidenciais 2011LinksPesquisa
YouTube Twitter FaceBook Flickr RSS Feeds
> Notícias
*
Manuel Alegre em Bragança e Chaves:
A regionalização pode ser instrumento de combate à desertificação
17-01-2011 http://manuelalegre2011.pt

Manuel Alegre manifestou em Bragança a sua preocupação com o problema das assimetrias regionais e da desertificação do interior. Num almoço com apoiantes, o candidato reiterou ser altura de se fazer uma reflexão “séria e sensata” sobre a regionalização como forma de combater a desigualdade e promover a coesão nacional, prometendo que, enquanto Presidente, promoverá uma profunda reflexão nacional sobre o tema. De manhã, numa visita à Santa Casa da Misericórdia, sublinhou o desempenho da “função pública” destas instituições aos que mais precisam, recusando tratar-se de “assistencialismo”.

Tal como defendera a semana passada em Fornos de Algodres, na Beira Alta, na primeira etapa da sua jornada transmontana, Manuel Alegre lamentou a crescente desigualdade territorial e a desertificação no interior do país. Num almoço em Bragança, o candidato garantiu que quando for Presidente da República, entre os vários problemas sobre os quais pretende promover grandes debates nacionais, como a justiça e a educação, encontra-se uma “profunda reflexão nacional sobre a questão do interior e da desertificação”.

O candidato disse estar “à vontade para” para lançar este tema, já que, ao longo da sua vida, teve “muitas dúvidas” sobre se a regionalização “seria uma boa solução”. “Mas hoje, comparando com o que acontece aqui na vizinha Espanha e vendo como se tem agravado o problema da desertificação, penso que chegou a altura de se fazer uma reflexão séria e sensata sobre a questão da regionalização como um instrumento para combater a desigualdade e criar a coesão nacional e territorial”, justificou, recebendo uma prolongada salva de palmas de cerca de duas centenas de apoiantes.

De manhã, durante uma visita à Santa Casa Misericórdia de Bragança, Manuel Alegre deixou outra garantia: quando for Presidente da República vai empenhar-se para que Estado, misericórdias e instituições particulares de solidariedade social “continuem a funcionar e a criar esta rede”. O candidato justificou a sua visita à instituição para “dar um sinal de respeito e de consideração mas também um sinal político”, considerando que não se trata de “assistencialismo” mas sim de “desempenhar a função pública de assistir e cuidar daqueles que mais precisam”.

“Eu sou, de facto, defensor do Estado social mas tenho a perfeita consciência do papel que as instituições particulares de solidariedade social, nomeadamente as Santas Casas da Misericórdia, desempenham hoje no nosso país”, afirmou, salientando a “assistência aos idosos, a educação e protecção de muitas crianças” que sem estas instituições não teriam este enquadramento”. “Eu defendo a função social do Estado mas sem esquecer o apoio do Estado às instituições particulares de solidariedade social”, sublinhou.

De tarde, em Chaves, Manuel Alegre foi envolvido pela afectividade do povo transmontano que o acompanhou numa animada arruada pelas principais ruas do centro da cidade. O candidato cumprimentou os comerciantes que vinham à porta dos estabelecimentos para o saudar e manifestar o seu apoio, tendo sempre a seu lado o histórico socialista Júlio Montalvão Machado, a última pessoa a quem deu um abraço antes de passar o rio “a salto” da sua quinta para Espanha rumo ao exílio. Manuel Alegre aproveitou ainda para comer os tradicionais pastéis de Chaves no histórico café Aurora onde, em Julho de 1964, tomou a sua última refeição antes de partir para o exílio.