"O funcionário que fez o meu BI quando regressei, não me perguntou a profissão, escreveu Poeta. Estou-lhe grato."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em Viana do Castelo
"O Presidente tem de ser livre e não pode estar refém de ninguém"
17-01-2011

“Não estou apenas a lutar contra um adversário político”, afirmou Manuel Alegre ontem à noite em Viana do Castelo. “Este combate é um combate contra grandes interesses nacionais e não nacionais” que querem “tomar conta da saúde, da escola pública, da segurança social pública, através das seguradoras” e que querem “fazer baixar os custos de produção eliminando o conceito de justa causa”. E para isso, alertou Manuel Alegre, “precisam de um Presidente complacente e, até certo ponto, com alguma cumplicidade com esses grandes interesses”, cumplicidade que se revela através do “silêncio perante o ataque dos especuladores contra a nossa economia e o nosso país”.

Complacência que também se manifesta, disse o candidato, “através de expressões de dúvida, quando o país precisava de uma palavra de confiança”. E isto, concluiu, “é um sinal a favor da especulação contra o nosso país”.

Manuel Alegre explicou por que é que a direita quer o FMI em Portugal: “não é só a impaciência do poder” é porque “eles sabem que o FMI faria o programa que eles queriam aplicar mas não têm coragem de submeter a votos, porque seriam derrotados”.

Alegre congratulou-se com o reforço do leque de forças políticas que o apoiam, hoje concretizado através do apoio de Garcia Pereira e do PCTP-MRPP. E voltou a sublinhar que não é refém de ninguém. “O Presidente tem de ser livre”, disse, “não pode estar refém de interesses nem de ninguém” pois só assim poderá interpretar em cada momento o interesse nacional. Ao contrário, para Alegre, o candidato da direita “começa a ser refém dos partidos políticos que o apoiam e que querem ir para o governo empurrados por ele”. “Por isso este candidato veio fazer uma estranha declaração sobre a eventualidade de uma crise política”, afirmou, explicando: “o que ele estava a deixar espairecer era a ideia de que podia provocar essa crise através da dissolução da Assembleia da República”. E ao fazê-lo “ficou refém dos dois partidos que o apoiam e diminuiu-se como Presidente de todos os portugueses”.

Manuel Alegre voltou a dizer, como em Coimbra, que “esta luta é uma luta cívica, política e ideológica” entre um candidato do neoliberalismo e a sua própria candidatura, que defende a democracia política, económica, social e cultural, “com os direitos todos”. E também uma luta cultural, pelos valores da República, da liberdade e do combate a todas as discriminações. “Tenho muito orgulho em ter votado a lei da paridade e outras leis que representam um grande avanço civilizacional na transformação dos costumes”, lembrou, sublinhando que o candidato Cavaco Silva se opôs a todas essas leis.

“Estão enganados aqueles que pretendiam que tudo estava decidido” disse ainda Manuel Alegre. “Nestes últimos dias temos vivido grandes momentos, em Castelo Branco, Viseu, Matosinhos, Baião e agora aqui”, frisou, para afirmar que “as pessoas começam a compreender a importância desta batalha política”. Convicto da possibilidade de uma segunda volta, Manuel Alegre apelou à juventude para não se desinteressar da política e a toda a esquerda e a todos os democratas para não se distraírem e não se absterem no próximo domingo, terminando com um desafio a todos porque a hora é de “unir, somar e mobilizar”.