"O funcionário que fez o meu BI quando regressei, não me perguntou a profissão, escreveu Poeta. Estou-lhe grato."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em Matosinhos:
O barco para a vitória
16-01-2011 com http://videos.sapo.pt

Matosinhos ficará para a história da campanha de Manuel Alegre como um porto amigo, oferecendo ao candidato a recepção até aqui mais calorosa da campanha. Muita música, muito bombo a tocar o ritmo, a festa começou ainda antes das dez da manhã, apesar da chegada de Manuel Alegre estar apenas prevista para uma hora mais tarde. Chegada em que Manuel Alegre, acompanhado do Presidente da Câmara, Guilherme Pinto, se viu rodeado de populares a tentarem "furar" o grupo de jornalistas. Formado um comboio em que Alberto Martins, ministro da Justiça, se viu incluído em pé de dança, a cidade não se poupou à festa.
Veja o "Sétimo Poema do Pescador" de Manuel Alegre AQUI

Alegre visitou depois o Mercado de Angeiras, recebendo uma caixa de camarão e efusivos cumprimentos dos feirantes, continuando dentro de portas o apoio prestado na rua.

Já na praia, o candidato comovido ergueu a réplica de um barco de pesca que lhe foi oferecida. “Tem o seu nome, é o barco Manuel Alegre”.

“É o barco para a vitória”, agradeceu o candidato, após o que se seguiu um passeio pelo passadiço para admirar o mar da praia de Angeiras.

O candidato seguiu depois para um almoço com caldeirada de peixe cozinhada e oferecida pelos pescadores na ementa e os discursos políticos como aperitivo.

“Enquanto Presidente da República, saberei com toda a independência e com toda a liberdade interpretar o sentimento nacional”, prometeu Manuel Alegre perante as centenas de pessoas presentes. Ao contrário do candidato da direita, que criticou por ter um discurso que não condiz com as suas acções: “Eu não digo que sou um homem do povo, para depois ter na minha comissão de honra os representantes dos interesses mais poderosos que sempre exploraram e oprimiram o povo português”, afirmou o candidato.

Manuel Alegre advertiu ainda que, se for derrotado nas eleições, perderão também todos os que se identificam com os valores de Abril, porque o combate que trava contra Cavaco Silva é ideológico e transnacional. “Ninguém pode baixar os braços, ninguém pode ficar indiferente, ninguém pode ficar em casa, porque se eu for derrotado não serei eu apenas derrotado. Serão derrotados todos os que ainda têm o espírito do 25 de Abril”, afirmou, recebendo uma prolongada salva de palmas. “Se derrotar Cavaco Silva é uma utopia, nós, povo de esquerda, vamos realizar essa utopia”, exortou Manuel Alegre no final de um empolgado discurso.

Nas intervenções que precederam o candidato, o dirigente socialista e ministro da Justiça, Alberto Martins, considerou que a candidatura de Manuel Alegre “é contra os profetas de desgraça, as muletas do FMI e os visionários da crise”, acusando a direita de aspirar ao FMI. Já o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, deixou uma mensagem de confiança na vitória, afirmando que “pode escrever no seu diário, aqui começou a segunda volta das presidenciais”.

Por sua vez, o líder parlamentar do PS, na sua terceira intervenção nesta campanha, considerou que Manuel Alegre um símbolo da liberdade “e de todas as exigências que estão associadas a esta palavra” antes e depois do 25 de Abril. “Há nesta candidatura uma dinâmica, há uma nova confiança e compete-nos cavalgar essa esperança, tendo em vista forçar uma segunda volta nas eleições presidenciais”, acrescentou Francisco Assis. Na sua intervenção, a deputada do Bloco de Esquerda Catarina Martins preferiu avivar as memórias, lembrando que “temos um Presidente da República que é conivente com o crime do BPN”.