"O funcionário que fez o meu BI quando regressei, não me perguntou a profissão, escreveu Poeta. Estou-lhe grato."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em Soure:
"Um Presidente deve estar ao lado dos desfavorecidos"
15-01-2011 http://manuelalegre2011.pt

Manuel Alegre defendeu hoje que um Presidente deve estar ao lado dos mais desfavorecidos, numa crítica a Cavaco Silva por este lamentar que a sua mulher tenha uma reforma de 800 euros mensais. Num almoço em Soure, o candidato interrogou-se sobre a forma como vivem os cidadãos que ganham 450 euros por mês, considerando que é “junto desses que o Presidente da República deve estar”.

"Precisamos de um Presidente que esteja do lado dos desprotegidos", defendeu Manuel Alegre num almoço com apoiantes em Soure, numa crítica às declarações de Cavaco Silva lamentando que a sua mulher tenha uma reforma de 800 euros mensais.

“Um economista disse que tinha de proteger a pessoa com quem ele vive e que tem uma pensão inferior a 800 euros mensais. Mas a maioria tem um salário médio de 700 euros e há 1,5 milhões de pensionistas que vivem com 450 euros por mês”, afirmou o candidato, perante uma assistência entusiasmada de mais de duas centenas de apoiantes.

Manuel Alegre interrogou-se sobre a forma como vivem esses cidadãos com 450 euros mês, acrescentando que “é junto desses que o Presidente da República deve estar, é junto desses que é preciso uma voz de amparo”.

Na sua intervenção, Manuel Alegre começou por deixar uma saudação afectuosa ao povo de Soure, conhecido "das lutas do 25 de Abril e da democracia". Sem esquecer a tragédia das vítimas das inundações no Brasil e o estado de sítio na Tunísia, o candidato dirigiu também "palavras de solidariedade e um abraço fraterno” ao povo do Rio de Janeiro e disse subscrever o apelo das Nações Unidas para o rápido restabelecimento da democracia e do Estado de Direito naquele país do Magrebe.

Sobre as razões da sua candidatura, Manuel Alegre voltou a arrancar vigorosos aplausos dos apoiantes ao reafirmar o seu compromisso com a defesa do Estado social. "Não serei refém de qualquer projecto que vise pôr em causa os serviços públicos", garantiu o candidato, criticando "os grandes interesses económicos, nacionais e não só, que apoiam Cavaco Silva e que têm como agenda política o esvaziamento do Estado Social."

Nas intervenções que antecederam as palavras do candidato, Faria e Costa lançou o desafio: "é tempo de levar Manuel Alegre à Presidência da República". Por sua vez, o Presidente da Câmara de Soure, João Gouveia, acusou Cavaco Silva de representar a tecnocracia e disse estar ao lado de Alegre “não por obrigação partidária, mas por convicção”.

Nesta visita pelo distrito de Coimbra, o candidato esteve de manhã em Penacova onde, em conversa com os jornalistas evocou a História, no período que antecedeu a batalha de Alfarrobeira (1449) que terminou com a morte do infante regente Dom Pedro.
Veja notícia de Penacova AQUI
Antes a caravana passara também pela Lousã, onde Manuel Alegre visitou o mercado local e se solidarizou com as preocupações dos populares relativamente ao encerramento da linha ferroviária da Lousã.

De tarde o candidato esteve em Condeixa, num encontro com a população no largo da Câmara, acompanhado pelo mandatário distrital da sua candidatura, António Arnaut, pelo líder parlamentar do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, e pelo Presidente da autarquia, Jorge Bento.