"O funcionário que fez o meu BI quando regressei, não me perguntou a profissão, escreveu Poeta. Estou-lhe grato."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre no comício de Viseu
A onda está a crescer, é possível vencer
14-01-2011 http://manuelalegre2011.pt


"A liberdade é responsabilidade de todos e também dos jovens", afirmou Manuel Alegre em Viseu, dirigindo-se a uma plateia com mais de 600 apoiantes onde se destacava a presença da juventude. Num comício que contou também com as presenças do dirigente socialista José Junqueiro e do deputado do Bloco de Esquerda João Semedo, a possibilidade da segunda volta e a onda crescente de mobilização marcaram o tom das intervenções.

"A onda está a crescer, temos que acreditar, temos que garantir a vitória da esquerda, é possível ir à segunda volta, é possível vencer", garantiu Manuel Alegre, recebendo um clamoroso aplauso dos mais de 600 apoiantes presentes no auditório do Instituto Politécnico de Viseu.

Na sua intervenção, Manuel Alegre recordou o europeísmo como um dos valores da sua candidatura, defendendo a construção de uma Europa diferente: “uma Europa de democracia, de cidadania, de prosperidade partilhada, de crescimento económico, de coesão social, de solidariedade entre iguais".

O candidato apelou ao sentido histórico dos portugueses, lembrando que "Portugal já era Europa antes da Europa o ser" e alertando para os perigos de uma Europa com uma "lógica monetarista", com o "império dos especuladores" a sobrepor-se ao interesse geral das pessoas. "Nós não temos de ter complexos perante a Europa", acrescentou.

Num discurso longamente aplaudido, o candidato recordou as razões da sua oposição à entrada do FMI no país, desafiando os que na direita aspiram por ela a explicar as suas consequências. "A entrada do FMI em Portugal significaria o despedimento de milhares de trabalhadores", alertou Manuel Alegre.

O candidato recordou ainda o seu passado de luta e de resistência. “A democracia é o combate da minha vida. Ao longo de muitos anos de actividade política aprendi uma lição essencial. É preciso ter humildade perante os factos e ver a realidade como ela é porque só assim se pode transformar essa realidade; mas sem nunca abdicar do sonho, sem nunca abrir mão da esperança, sem nunca baixar os braços”.

Manuel Alegre deixou ainda um apelo aos jovens para que "não se desinteressem da politica" porque isso significa deixar que "sejam os outros a tomar as suas decisões". "A liberdade é responsabilidade de todos e também dos jovens", alertou o candidato.

As restantes intervenções da noite ficaram a cargo de Júlio Barbosa, mandatário da candidatura por Viseu, Costa Pinto, padre católico, João Semedo, deputado e dirigente do Bloco de Esquerda, José Junqueiro, dirigente nacional do Partido Socialista, e João Azevedo, também dirigente deste partido e Presidente da Câmara Municipal de Mangualde.

Na sua intervenção, o Padre Costa Pinto começou por explicar que a sua presença “enquanto homem e cidadão” não tinha por objectivo “pedir o voto de ninguém para ninguém”. O padre católico elogiou Manuel Alegre e justificou as razões da sua escolha exaltando o papel do candidato como defensor de um “humanismo de liberdade, dignidade, cultura e progresso da pessoa humana”, bem como alguém que sempre se opôs aos “paradigmas imutáveis e dogmáticos”.

Por sua vez, João Semedo saudou Manuel Alegre por ter "tirado do armário" esta eleição presidencial e por ter provado que não haverá nela espaço para uma "coroação mais própria da monarquia do que da República". O deputado bloquista salientou o compromisso com a liberdade e com o estado social, pilares da candidatura de Manuel Alegre, sublinhando que “esta é uma candidatura que tem um compromisso com os direitos de quem trabalha”.

João Semedo apelou ainda à mobilização de toda a esquerda nestas eleições, lembrando que "há muitas maneiras de estar à esquerda" mas que no dia 23 todas as diferenças que possam existir "não valem nada" porque "nem um só voto se pode perder".

Na sua intervenção, José Junqueiro acusou Cavaco Silva de estar já a fazer campanha para as eleições legislativas, ambicionando abrir a porta do poder aos partidos da direita. O dirigente socialista saudou as palavras com que Ramos Horta condenou a pressão especulativa de que Portugal está a ser alvo, lamentando que atitude semelhante não tenha sido tomada pelo actual Presidente, “porque todos não somos demais para defender a democracia e combater com êxito a pressão especulativa”.