"O funcionário que fez o meu BI quando regressei, não me perguntou a profissão, escreveu Poeta. Estou-lhe grato."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre no comício de Almada:
"Sou a garantia da democracia com Estado Social"
08-01-2011 http://manuelalegre2011.pt

“Não deixem que a direita tome o poder todo”, disse Manuel Alegre esta noite num comício em Almada, num veemente apelo à mobilização da esquerda para que a direita não eleja o próximo Presidente e o poder económico não se sobreponha à democracia. Numa alusão às palavras de ordem do seu novo cartaz, o candidato afirmou-se como “a garantia de uma democracia com Estado Social”. Afirmando-se do lado das leis que “constituem grandes avanços civilizacionais e que colocam Portugal na vanguarda da Europa” - da paridade, do divórcio, das uniões de facto, da interrupção voluntária da gravidez e do casamento entre pessoas do mesmo género – Manuel Alegre considerou que "não é admissível que, em pleno século XXI, tenhamos um Presidente da República que fala da mulher como a fada do lar."
Oiça a intervenção de Manuel Alegre no final da notícia.

“Eu sou a garantia de uma democracia com Estado social”, assumiu-se Manuel Alegre, contra “o guião das forças conservadoras que querem realizar o velho sonho da direita: uma maioria, um Governo, um Presidente para desfigurar a constituição”. “Não deixem que a direita tome o poder todo”, alertou o candidato, lançando do Teatro Incrível Almadense, um apelo “a todos os socialistas, comunistas, bloquistas, democratas qualquer que seja a sua filiação partidária, a todos os que se reclamam da doutrina social da igreja mas que não querem que sejam destruídos os serviços públicos”.

“A abstenção que fique à direita, porque neste lado é hora de unir, de somar e de mobilizar à esquerda”, afirmou. “Unam-se, mobilizem-se e não deixem que o poder económico domine por completo o poder político e não deixem que os grandes interesses se substituam ao poder democrático saído do povo”, convocou Manuel Alegre, recebendo um prolongado aplauso da assistência.

Afirmando-se do lado das leis que “constituem grandes avanços civilizacionais e que colocam Portugal na vanguarda da Europa” - da paridade, do divórcio, das uniões de facto, da interrupção voluntária da gravidez e do casamento entre pessoas do mesmo género – Manuel Alegre acusou Cavaco Silva de ter uma concepção de ordem moral característica de um “provincianismo mental”.

“Não é admissível que, em pleno século XXI, tenhamos um Presidente da República que fala da mulher como a fada do lar, que trata do orçamento familiar e dos filhos”, afirmou, sendo efusivamente ovacionado pela plateia que se levantou para aplaudir.

Pelo contrário, “ser contra todas as formas de descriminação e respeitar o que é diferente” é, segundo Manuel Alegre, “o que faz a grandeza de um país, e não uma visão pacóvia, uma visão fechada para dentro, ou do provincianismo mental tão criticada pelo grande Fernando Pessoa”.

No seu discurso, Manuel Alegre considerou ainda “inaceitáveis” as pressões externas para que Portugal recorra ao Fundo Monetário Internacional (FMI), acusando as forças de direita de quererem esta solução que coloca em causa a “soberania nacional”.

“Estamos a assistir a uma sobreposição de poderes ilegítimos sobre os Estados democráticos da União Europeia. Está em causa a soberania nacional, está em causa a autonomia nacional e, por isso, neste momento, não pode haver cálculos eleitoralistas”, afirmou, defendendo que Portugal precisa de um Presidente da República que não tenha uma posição “passiva” em relação aos mercados financeiros e aos “especuladores”.

“Infelizmente, há entre as forças conservadoras nacionais quem esteja interessado na entrada do FMI em Portugal”, lamentou Manuel Alegre, acrescentando que “esperam que o FMI faça aquilo que eles não ousam apresentar a votos, a desregulação completa da nossa sociedade e a destruição completa dos nossos direitos sociais”.

Antes do candidato, discursaram no comício no Incrível Almadense, as deputadas Ana Catarina Mendes, do Partido Socialista e Mariana Aiveca do Bloco de Esquerda.

Áudio
"Vamos à luta" - o apelo de Manuel Alegre em Almada