"Sobretudo nas horas em que tudo / de repente se esvazia / e pesa mais que tudo esse vazio / ... / é precisa (mais que tudo) a poesia."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre com o presidente cessante da Associação Aacdémica de Coimbra
Manuel Alegre com o presidente cessante da Associação Aacdémica de Coimbra
"A grande viragem começou aqui a partir de 1961-62"
"A grande viragem começou aqui a partir de 1961-62"
Manuel Alegre com o Reitor da Universidade de Coimbra
Manuel Alegre com o Reitor da Universidade de Coimbra
Manuel Alegre na Universidade de Coimbra:
É preciso mudar o modelo de desenvolvimento
17-12-2010 http://manuelalegre2011.pt

Manuel Alegre defendeu hoje, em Coimbra, a necessidade de mudar o modelo de desenvolvimento actual, em que “uma juventude cada vez mais qualificada” se confronta com “um mercado de trabalho desadequado”. Para o candidato, um país que não ultrapasse a “precariedade e incerteza da juventude” é “um país ameaçado e uma democracia falhada”.

Manuel Alegre regressou hoje às suas origens estudantis, numa visita “sentimental e afectiva” à Associação Académica de Coimbra, onde considerou que um país que não ultrapasse a “precariedade e a incerteza da juventude” é “um país ameaçado e uma democracia falhada”.

Para candidato presidencial e antigo estudante da Universidade de Coimbra, “o problema número um do país é o problema da educação, da qualificação e também da precariedade da juventude ”. “Temos que mudar de paradigma e de modelo de desenvolvimento. Não podemos ter uma juventude cada vez mais qualificada e um mercado de trabalho cada vez mais desadequado”, defendeu após uma reunião com o actual presidente (cessante) da AAC, Miguel Portugal, e também com antigos dirigentes desta estrutura que apoiam a sua candidatura, André Oliveira, Vitor Hugo Salgado, Fernando Gonçalves e Henrique Fernandes.

Manuel Alegre entende que “a mentalidade empresarial e a organização do trabalho não podem continuar a apostar só em mão-de-obra barata, desqualificada”. “Temos de apostar na inovação tecnológica, na incorporação do saber, na inovação social – temos que refazer o nosso tecido produtivo”, sublinhou em declarações aos jornalistas no final do encontro.

Da Associação Académica de Coimbra o candidato seguiu para uma visita à república estudantil “Rás Teparta”, na Alta da cidade, onde ofereceu um presunto aos seus moradores, cumprindo a promessa que fizera durante um almoço nesta república na campanha para as últimas presidenciais. “É com muito gosto que vemos um candidato a cumprir as suas promessas”, disse um dos ‘repúblicos’ que recebeu a oferta de Manuel Alegre.

O poeta e candidato lembrou a sua ligação a esta república onde viveu Adriano Correia de Oliveira. “Era quase como um irmão. Cantou muitos poemas meus”, recordou Manuel Alegre, citando a balada “Trova do Vento que Passa”. “Foi um dos homens que mais ajudou a divulgar a canção de Coimbra, ou o fado de Coimbra, e tive oportunidade de relembrar esses tempos que foram tempos de viragem que contribuíram depois para a viragem do país. A grande viragem começou aqui a partir de 1961-62”, recordou.

Manuel Alegre teve depois um encontro com o reitor da Universidade de Coimbra para confirmar o seu apoio à candidatura daquela instituição a património da UNESCO. “Vim cumprimentar o Magnífico Reitor, meu amigo, e apoiar a candidatura da Alta de Coimbra e da canção de Coimbra, a que também estou ligado de muitas maneiras. Vim aqui dar esse apoio como candidato à presidência da República, antigo estudante e académico e também autor de muitos dos poemas que foram musicados e cantados”, disse após o encontro.