"De cada vez que o Parlamento cede ao populismo, este não agradece, reforça-se"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em Matosinhos:
"Estou farto de ouvir gente a querer decretar o fim de Portugal""
19-11-2010 com Lusa

“Estou farto de ouvir muita gente que parece que se regozija com as nossas dificuldades e a querer decretar o fim de Portugal”, disse o candidato presidencial, que falava aos jornalistas em Lavra, Matosinhos, após um encontro com empresários do setor do mobiliário. Alegre criticou “os que estão sempre a abrir as portas ao FMI, que parece que se comprazem com as nossas dificuldades”, e declarou que “precisamos de ter confiança em nós próprios, de apontar o caminho de esperança e ter orgulho no nosso país e na nossa capacidade”.

O candidato presidencial entende que se deve recusar o “garrote que está a ser posto à volta dos países periféricos” e defende que estes, e particularmente, Portugal, devem “resistir, não tendo complexos de inferioridade”. Os Portugueses devem “fazer ouvir a sua voz e uma voz política, porque este problema é político”, afirmou, recordando que a Europa é “soberania partilhada”, exigindo “soluções colegiais e não decisões tomadas a dois ou a um”.

Comparando as situações portuguesa e irlandesa, Manuel Alegre disse que a Irlanda “afundou-se para salvar a banca e que a sua banca se vai salvar à custa desta crise”. Sublinhou que Portugal “deve evitar essa situação” e disse, de resto, que “a nossa banca não está numa situação identica à Irlanda”. O candidato comentava, a pedido dos jornalistas, declarações proferidas hoje no Porto pelo administrador do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento Europeu (BERD), João Cravinho, segundo as quais Portugal está agora na “linha de fogo” depois de se resolver o problema da Irlanda, que vai pedir ajuda internacional.

Questionado sobre as últimas previsões da OCDE, Alegre declarou que “há muita previsão artificial e muita força especulativa”.