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Manuel Alegre
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Manuel Alegre com jovens apoiantes em Vila Real
Manuel Alegre com jovens apoiantes em Vila Real
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Manuel Alegre alerta em Vila Real:
Merkel está a desconstruir a Europa e isso é inaceitável
13-11-2010 http://manuelalegre2011.pt

Num momento em que se está a assistir a um “ataque especulativo aos países periféricos” e em que as taxas de juro da dívida soberana estão a subir por causa de “factores artificiais”, disse Manuel Alegre hoje em Vila Real, num almoço de apoiantes, o Presidente da República tem “obrigação de falar”, porque o seu primeiro dever “é assegurar a representação nacional, assegurar a defesa do interesse nacional seja onde for e contra quem for”. O candidato criticou a chanceler alemã, Angela Merkel por estar a “privilegiar a defesa do euro contra o dólar" e, para isso, estar a “desconstruir a Europa”, acusando-a de que “com esta ameaça de castigar os credores que emprestem aos países que estão na situação do nosso, está a encarecer os empréstimos e a pôr um garrote financeiro à volta de países como Portugal, Grécia ou Espanha e isto é inaceitável”.

O candidato insistiu na ideia de que Portugal precisa de um Presidente da República com “uma voz que se ouça lá fora para defender os interesses nacionais” e que não tenha uma visão de “superstição” perante o estrangeiro, nem uma posição quase “envergonhada” e “submissa” quando falam “grosso” de fora. “As palavras inspiram e ajudam a mudar a vida, essa é a grande arma de um Presidente”, sublinhou num almoço com apoiantes em Vila Real, acusando o actual chefe de Estado de ser “sobretudo um gestor de silêncios”.

Sublinhando que “não podemos perder de vista a dimensão universalista, atlântica e asiática de Portugal”, expressa agora na eleição como membro não permanente do Conselho de Segurança, Manuel Alegre afirmou que é preciso “não ter na Presidência da República alguém que tenha uma visão de superstição perante o estrangeiro, que não projecte lá fora a voz de Portugal e que tenha uma posição quase envergonhada e quase submissa quando falam grosso da parte de fora”.

Manuel Alegre salientou ainda que no próximo dia 23 de Janeiro o que se vai decidir é o futuro político, o modelo de sociedade e a forma e o conteúdo da democracia: “Estas eleições não vão ser a segunda volta das legislativas, nem a primeira volta de eventuais eleições antecipadas, são eleições estratégicas e em si mesmo importantes e decisivas para o futuro de Portugal”.

Reconhecendo que o combate é difícil, em parte devido às duras medidas aprovadas no Orçamento de Estado que “pesam sobre os portugueses e sobre muitos daqueles que votam à esquerda e no próprio PS”, o candidato reafirmou o carácter supra-partidário da sua candidatura, embora sublinhando que não renega a sua filiação partidária. “Eu sou eu próprio. Sempre fui um homem livre e um homem independente, mesmo dentro da minha própria família política, mas sempre defendendo valores que considero essenciais à minha própria família política”, afirmou.

No almoço, em que marcaram presença o líder parlamentar do PS, Francisco assis, o Governador Civil de Vila Real, Alexandre Chaves, e o presidente do Turismo do Douro, António Martinho, entre mais de duas centenas de apoiantes, Manuel Alegre admitiu que por vezes se possa ter enganado, deixando os seus camaradas “amuados”. E desabafou: “Mas paciência! Assim sou desde o princípio e penso que essa é a riqueza da minha família política, esse pluralismo, essa liberdade, essa democracia que nos permite ser como nós somos”.

Francisco Assis, sublinhou, por sua vez, a “obrigação de valorizar em absoluto a eleição presidencial” que considera “uma questão fulcral para o nosso destino colectivo comum”. Defendendo que se deve exigir a um Presidente da República que “seja uma figura inspiradora” e “alguém que aponte caminhos”, o líder parlamentar e dirigente do PS entende que só alguém como Manuel Alegre “está em condições de apontar novos caminhos e de ver para além do circunstancialismo do presente”. “Um homem de cultura humanista”, “com uma visão da história e uma capacidade de antecipação do futuro” que considera ser o que “hoje faz falta na vida política, na Europa em geral e no país em particular”.

O líder parlamentar salientou ainda o facto de estarem presentes nesta candidatura “pessoas que divergem todos os dias”, que “têm interpretações diferentes daquilo que são as nossas prioridades imediatas” e que na actividade parlamentar e no plano governativo “têm divergências e que as manifestam todos os dias”. “Ainda bem que assim é”, afirmou, considerando que a esquerda “é plural em todo o lado” e se “reconhece nesta candidatura”.

Após o almoço, o candidato inaugurou a sede de candidatura em Vila Real, onde, ao lado do seu mandatário, Jorge Ginja, agradeceu aos apoiantes que enchiam a sala, desejando que façam do novo espaço um local de amplo debate e mobilização.