"Na televisão, os comentadores de futebol substituíram grandes figuras da literatura portuguesa"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre na inauguração da sede de candidatura em Castelo Branco:
"Não é com silêncios que se combatem os especuladores"
11-11-2010 http://manuelalegre2011.pt

Manuel Alegre defendeu ontem que “não é de certeza com silêncios” que se “combatem os especuladores e se pode resolver o problema da pressão especulativa dos mercados financeiros” que fez disparar os juros da dívida pública. “O silêncio dos responsáveis políticos pode significar que aqueles que se calam estão de acordo com a avaliação que é feita da situação portuguesa e isso é muito grave para a nossa economia, para as nossas empresas e para o nosso país”, afirmou o candidato na inauguração da sede da sua candidatura em Castelo Branco.
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Sobre o “problema sério” da escalada das taxas de juros da dívida pública, Manuel Alegre considera que é uma “subida artificial que é injusta para Portugal, não é racional e não corresponde à situação económica real do nosso país”. O candidato recordou que “foi aprovado um orçamento duríssimo, um orçamento austero que pesa duramente sobre os portugueses”, feito “em grande parte para acalmar os mercados financeiros”. No entanto, “os mercados parecem não acalmar”, condenou o candidato, acusando os especuladores e as empresas de rating, “que se enganaram na crise de 2007”, de continuarem a enganar-se e a “fazer uma apreciação artificial e exagerada da situação do nosso país”.

Criticando também o actual Presidente, que “tem sido um hábil gestor de silêncios”, Manuel Alegre defendeu que é preciso fazer face à situação difícil “com muita força de carácter, mas também com muita verdade, falando claro aos portugueses”. “Tenho dito que uma das armas do PR é a palavra, a palavra clara, transparente, a palavra democrática. O Presidente tem-se calado vezes demais e, às vezes, tem falado quando não devia falar”, afirmou.

No seu discurso, Manuel Alegre alertou ainda para o “risco de recessão” decorrente do ciclo de medidas de austeridade, impostas aos países periféricos da Europa pelo novo eixo Franco-Alemão, o Banco Central Europeu, o FMI e o grande capital financeiro “que estão na origem desta crise”, que trazem “mais desemprego e mais desigualdade”.

Reconhecendo que os cortes orçamentais são “sacrifícios muito duros”, o candidato manifestou a sua preocupação com os mais atingidos: “Eu penso nos funcionários públicos, que são o bode expiatório destas situações, nos trabalhadores por conta de outrem, nos pensionistas que vêm as suas pensões congeladas, nas famílias que vêem reduzidos os abonos de família”. Para Manuel Alegre, é preciso novas políticas de crescimento económico e de emprego: “Temos que mudar o nosso modelo de desenvolvimento, temos que refazer o nosso tecido produtivo, temos que redescobrir o mar, as pescas e temos que voltar aos campos”, defendeu o candidato.

Sublinhando que “uma nação é aquilo que palpita na sua alma, no coração do seu povo e da sua gente”, Manuel Alegre deixou o apelo à necessidade de uma nova “visão de Portugal, uma visão da liberdade, uma visão moderna que seja capaz de perceber os novos direitos” “É preciso um Presidente que tenha uma visão aberta para o mundo e uma visão aberta também para dentro de nós próprios”, defendeu.

Na inauguração da sede distrital da sua candidatura marcaram presença os presidentes das câmaras de Castelo Branco, Joaquim Mourão, e de Vila Velha de Ródão, Maria do Carmo Sequeira, bem como o deputado Jorge Seguro sanches, entre cerca de uma centena de apoiantes que receberam o candidato de forma muito afectiva, com entusiasmo e palavras de incentivo e mobilização.